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Goiânia, 16/04/26
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Fabiano Pedrosa Leão administrava patrimônio da família e é apontado pela Polícia Civil como principal suspeito de movimentações feitas sem conhecimento das herdeiras

Zootecnista é investigado por desviar R$ 37 milhões da avó em Goiás

16/04/2026, às 09:30 · Por Redação

O zootecnista Fabiano Pedrosa Leão é investigado pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) sob suspeita de desviar R$ 37 milhões das contas da avó, Angélica Gonçalves Pedrosa, morta em maio de 2024. Segundo a corporação, ele tinha acesso à administração dos bens da família e se valia da confiança da avó e dos parentes para realizar movimentações financeiras sem despertar suspeitas.

A investigação aponta que Fabiano assumiu o controle dos negócios agrícolas da família após a morte do avô, em 2009. De acordo com a polícia, Angélica era analfabeta digital e enfrentava limitações de mobilidade, o que a tornava dependente de terceiros para operações bancárias. Em algumas situações, gerentes precisavam ir até a residência dela para realizar procedimentos como prova de vida.

Na segunda-feira (13/4), agentes cumpriram mandados na casa do investigado, em Firminópolis. Durante a ação, Fabiano foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, mas foi liberado após pagamento de fiança.

As suspeitas ganharam força após o falecimento de Angélica, quando a polícia identificou movimentações financeiras consideradas atípicas. A apuração começou depois que uma das quatro filhas da idosa denunciou discrepâncias entre o padrão de vida da mãe e o crescimento patrimonial do sobrinho. Segundo a investigação, dois dias após a morte da avó, Fabiano teria sacado mais de R$ 1,4 milhão das contas dela.

A Polícia Civil também apura a participação de outras pessoas no esquema, entre elas funcionários de bancos, cartórios e fazendeiros da região. Para o delegado Alexandre Bruno, responsável pelo caso, o investigado operava sem contestação dentro da família. Segundo ele, Fabiano usufruía de confiança irrestrita, o que afastava desconfianças por parte das herdeiras.

Em depoimento prestado em 2025, Fabiano negou irregularidades e afirmou que todas as movimentações eram comunicadas à avó. Disse ainda que os familiares nunca exigiram prestação de contas e acompanhavam os resultados da fazenda, inclusive recebendo repasses financeiros. Ele admitiu ter feito o saque milionário após a morte de Angélica, mas alegou que dividiu os valores com os demais parentes.

O investigado também declarou que o patrimônio acumulado em seu nome decorre de seu trabalho e da administração das terras herdadas da família, que, segundo ele, eram geridas por sua mãe e irmãos após a morte do pai. A Polícia Civil segue apurando o caso para identificar a extensão das responsabilidades e o destino dos valores desviados.


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