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Pacientes de Caldas Novas, Anápolis e Itumbiara tiveram sintomas leves e se recuperaram; Estado afirma que imunizantes seguem eficazes contra mutação do vírus H3N2
Goiás confirma primeiros casos da Gripe K
15/04/2026, às 10:10 · Por Redação
Goiás confirmou os três primeiros casos do subclado K da Influenza A (H3N2), conhecido como Gripe K. As infecções foram registradas em moradores de Caldas Novas, Anápolis e Itumbiara, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES). De acordo com a pasta, todos os pacientes apresentaram quadros leves e evoluíram para cura, sem necessidade de internação.
A SES informou que o subclado K apresenta maior transmissibilidade, conforme análises epidemiológicas internacionais, mas não há evidências de aumento na gravidade clínica dos casos. Até o momento, não foram registrados óbitos ou hospitalizações relacionados à mutação no estado. A secretaria também descartou o uso da expressão “supergripe”, por considerar que o termo não corresponde ao cenário observado.
Ao jornal O Popular, a superintendente de Vigilância Epidemiológica e Imunização da SES, Cristina Laval, explicou que os casos identificados em Goiás ocorreram no início deste ano, mas o sequenciamento genômico que confirmou a variante foi concluído apenas agora. “Foram casos onde aconteceu o isolamento mais no início desse ano de 2026, e que o resultado do isolamento e do sequenciamento genômico só chegou agora, mas a informação que nós temos são que foram casos leves de síndrome gripal com uma resolução ótima sem necessidade de internação, portanto não foram casos graves", afirmou.
Segundo Cristina Laval, a circulação do subclado K foi mais intensa em 2025 em países da América do Norte e da Europa, onde houve aumento de infecções. Em Goiás, no entanto, a variante ainda aparece de forma isolada e não representa a cepa predominante.
A SES informou ainda que as vacinas aplicadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) seguem eficazes contra essa mutação. “É muito importante a gente reforçar a vacinação, principalmente para os grupos prioritários, que são crianças de seis meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos acima de 60 anos, que são exatamente as pessoas mais vulneráveis de adolescer pelo vírus influenza. E tendo qualquer um dos subtipos, elas podem evoluir para casos graves e óbitos, por isso a importância da vacinação", disse a superintendente.
Em 2026, Goiás contabiliza 2.231 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), dos quais 84 foram causados por influenza. No mesmo período, houve 99 mortes por Srag, sendo oito associadas ao vírus influenza. Nesta semana, a SES emitiu nota técnica aos municípios orientando reforço nas medidas de prevenção e controle diante do início da sazonalidade da doença.
O primeiro registro da Gripe K no Brasil ocorreu em dezembro de 2025, identificado por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz, da Fiocruz, em amostra coletada de uma mulher oriunda das ilhas Fiji, em Belém. O caso foi classificado como importado. A campanha de vacinação contra influenza em Goiás começou em 28 de março. Segundo a SES-GO, mais de 115 mil doses foram aplicadas no Dia D da mobilização, e a imunização continua disponível em mais de mil salas de vacinação nos municípios goianos.
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