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A medida busca frear o avanço da doença que já atinge 30% dos adultos no Brasil
Hipertensão acende alerta em Goiás: médico explica impacto para 30% da população
14/04/2026, às 10:02 · Por Redação
Em entrevista exclusiva ao Poder Goiás, o coordenador da Cardiologia do Ânima Centro Hospitalar, Dr. Giuliano Seraphim, analisou os reflexos da 9ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. A mudança é profunda: o antigo "12 por 8", padrão de normalidade por décadas, agora é classificado como pré-hipertensão.
A medida busca frear o avanço da doença que já atinge 30% dos adultos no Brasil, segundo o Vigitel 2025. "A reclassificação é uma decisão estratégica de proteção aos órgãos-alvo, como rins e cérebro", afirmou o cardiologista ao Poder Goiás. Para o especialista, o cenário exige que o paciente com 12/8 adote protocolos semestrais de exames e monitorização residencial (MRPA) para evitar a chamada "hipertensão mascarada".
O desafio, segundo o Dr. Giuliano, vai além do diagnóstico: embora a maioria saiba da condição, apenas um terço mantém o controle efetivo. Em um cenário de avanço da obesidade e diabetes, a nova régua da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) funciona como um mecanismo de defesa antecipada para evitar o colapso cardiovascular precoce na população.
Quem deve ter atenção redobrada?
A nova diretriz destaca perfis que devem ser monitorados com maior rigor, mesmo
apresentando níveis de pré-hipertensão:
● Histórico familiar: Pessoas com pais hipertensos;
● Sedentários e obesos: Especialmente aqueles com gordura abdominal acentuada;
● Diabéticos: A interação entre glicose alta e pressão elevada acelera danos vasculares;
● Pacientes com apneia do sono: Roncos e pausas respiratórias noturnas são gatilhos para
a pressão alta.

Ânima Centro Hospitalar Saúde
