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Governo de Goiás projeta movimentação anual de até R$ 16,7 bilhões com a implantação do banco digital conhecido como Pequi Bank
Movimentação do Pequi Bank em Goiás pode chegar em R$ 16,7 bilhões por ano
08/04/2026, às 10:13 · Por Redação
O governo de Goiás projeta movimentação anual de até R$ 16,7 bilhões com a implantação do banco digital conhecido como Pequi Bank. A estimativa consta no edital de chamamento público que selecionou a instituição responsável pela estruturação da plataforma, conduzido pela Goiás Fomento. A única empresa habilitada foi a Stark Bank S.A.. A seleção foi concluída em março e a assinatura do contrato deve ocorrer nos próximos dias.
O projeto integra o pacote de iniciativas de inovação da gestão do governador Daniel Vilela (MDB). Na fase inicial, a plataforma vai ofertar cartões de crédito e pré-pagos para beneficiários de programas sociais estaduais e municipais, além de servidores públicos, que poderão optar pela portabilidade de salário. Em etapas posteriores, estão previstos serviços como crédito consignado, seguros e consórcios.
O edital aponta potencial de 661,5 mil usuários. O modelo não prevê pagamento fixo à instituição financeira, com divisão de lucros entre o banco e a estatal.
O governador Daniel Vilela afirmou que o projeto pode reduzir despesas e ampliar receitas. “Vamos deixar de pagar para alguma instituição (que hoje presta serviço de oferta dos cartões dos programas sociais) e isso vai se tornar receita para nós. Além de facilitar a vida bancária do servidor, dos empreendedores que são assistidos pelos programas de crédito do estado”, disse à CBN Goiânia.
Ao jornal O Popular, o presidente da Goiás Fomento, Rivael Aguiar Pereira, disse que a proposta foi desenvolvida a partir de referências do setor privado. “Nos inspiramos mais no mercado privado porque no setor público a gente não tinha ainda uma referência. Já havia alguns estudos na Fomento Paraná e eles serviram de inspiração, mas passamos na frente deles. Nosso projeto já está mais avançado”, afirmou.
O dirigente também explicou a contratação de consultorias para estruturar o modelo. “um projeto inovador e disruptivo”. A plataforma deve concentrar pagamentos de programas como Mães de Goiás, Aprendiz do Futuro, Crédito Social, Aluguel Social, Bolsa Aluno, Bolsa Uniforme e Bolsa Profissionalizante. O volume anual desses benefícios é estimado em R$ 645 milhões.
A maior parte da movimentação prevista está vinculada à folha de pagamento do funcionalismo, estimada em R$ 15,5 bilhões por ano. O projeto inclui ainda operações relacionadas a créditos públicos, combustíveis e despesas administrativas.
Sobre a adesão de apenas uma empresa ao chamamento, Rivael afirmou que o cenário do mercado influenciou o resultado. “Há essa questão de crise de fintechs, dos problemas envolvendo o Banco Master, e tudo isso fez com que a gente tomasse precauções maiores. O Banco Central endureceu muito as regras para concessão das licenças. Há um período de transição e as empresas têm até o final de 2027 para se adequarem. Mas nós avaliamos que, por uma questão de gestão de riscos, já incluiríamos no chamamento a qualificação exigida para o fim deste prazo. Então isso reduziu bastante. Tivemos várias empresas interessadas no início, mas ao final acabou se habilitando apenas a Stark Bank”, disse.
O modelo prevê que a plataforma funcione como um hub financeiro, integrando serviços de diferentes instituições. Em etapa futura, a proposta inclui expansão para um “super app”, com serviços financeiros e não financeiros.
O governo estadual também prepara o envio de projeto de lei à Assembleia Legislativa para regulamentar a iniciativa. Segundo Rivael, há análise sobre o uso do nome. “Há algumas possibilidades de flexibilização dessas regras (do Banco Central). Pode ser que, no âmbito de um programa de governo, o Banco Central autorize. Estamos estudando”.
Gestão Pequi Bank Daniel Vilela Governo de Goiás,

