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Goiânia, 30/03/26
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Foto: Marcos Kennedy

O caso que ganhou atenção nos últimos dias é o de Humberto Teófilo. A solução definitiva seria a obrigatoriedade de exoneração de quem almeja disputar voto

Coluna do Pablo Kossa: É preciso acabar com esse papo de influencer da Segurança Pública

29/03/2026, às 20:52 · Por Pablo Kossa

Essa história de influencer da Segurança Pública já deu. Não dá mais para aceitarmos policiais militares, civis e de demais órgãos que executam esse nobre trabalho se portarem nas redes como caça-cliques.

 

Os caras ganham popularidade compartilhando a rotina de trabalho. Botam online inclusive ações que deveriam ser sigilosas e faturam na monetização acumulando seguidores. Daí vão para a política partidária e estampam seus nomes nas urnas.

 

Um escárnio.

 

O caso que ganhou atenção nos últimos dias é o de Humberto Teófilo. Delegado que bombou nas redes, ganhou pra deputado estadual, perdeu pra federal e voltou para a polícia. Trabalha pra Segurança Pública com pegada de influencer e ambições políticas.

 

Isso mesmo que você leu: Teófilo é ao mesmo tempo delegado, influencer e político. Tudo ao mesmo tempo agora. Uma confusão dos diabos.

 

O vereador goianiense Fabrício Rosa ingressou com ação judicial solicitando a apuração da conduta do delegado que é pré-candidato ao Senado. A iniciativa questiona o uso da estrutura da Polícia Civil de Goiás para impulsionar engajamento nas redes sociais, além de requerer a retirada de conteúdos que contrariem a portaria interna da corporação sobre o uso de plataformas digitais.

 

Não é novidade o uso do serviço público na Segurança para catapultar popularidades com fins políticos. Nos programas televisivos da hora do almoço e fim de tarde sempre foi comum transformar em estrelas alguns policiais. Tempo depois, estes disputam a eleição.

 

Era um problema. Virou um problemaço com a ascensão das redes sociais.

 

A solução definitiva seria a obrigatoriedade de exoneração de quem almeja disputar voto. Como até onde a vista alcança esse debate está interditado no Brasil, que ao menos tenhamos uma relação minimamente ética do cara com as redes.

 

Só assim a gente pode diminuir a espetacularização de ações policiais e o seguido uso político das mesmas.


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