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O histórico de André Lucas aponta para um comportamento agressivo recorrente
Áudio revela ameaça brutal de namorado antes de matar jovem em condomínio de Goiânia
27/03/2026, às 15:49 · Por Redação
Um áudio estarrecedor gravado minutos antes da morte de Raiane Maria Silva Santos, de 21 anos, revelou o tom de ameaça e a premeditação do crime ocorrido na última sexta-feira (20), em um condomínio no Residencial Eldorado, na região oeste de Goiânia. Durante uma discussão motivada por ciúmes, o namorado da vítima, André Lucas da Silva Ribeiro, de 28 anos, disparou a frase: "Você está caçando. Por isso o feminicídio está do jeito que está". A declaração foi confirmada pela delegada Gabriela Adas, responsável pela investigação, evidenciando a violência psicológica que precedeu o golpe fatal de faca no peito da jovem.
O histórico de André Lucas aponta para um comportamento agressivo recorrente. Natural de Minas Gerais, o suspeito já possui antecedentes criminais por ameaça, lesão corporal e até estupro cometidos contra outras mulheres em seu estado natal. O casal havia se mudado para a capital goiana há apenas duas semanas, dividindo um apartamento com um amigo para trabalharem juntos. De acordo com o relato dessa testemunha, as brigas entre os dois eram constantes, mas, no dia do crime, o barulho de algo caindo chamou a atenção; ao verificar o que ocorria, o amigo encontrou Raiane já desacordada e ensanguentada no chão.

Após o ataque, o comportamento do agressor seguiu um padrão de frieza. André enviou um vídeo para a própria mãe confessando o ato e alegando que "não aguentava mais o inferno" da relação. A Polícia Militar foi acionada e prendeu o homem em flagrante ainda dentro do apartamento, onde ele confessou o homicídio. No local, os agentes confirmaram o óbito da jovem, que era técnica em eletromecânica formada pelo Senai de Pará de Minas (MG) e buscava novas oportunidades em Goiânia.
A investigação aponta que a briga fatal começou quando Raiane desconfiou de uma traição e pediu para ver o celular do namorado. O crime reacende o debate sobre a segurança de mulheres que convivem com parceiros que já possuem histórico de violência doméstica.
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