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Goiânia, 27/03/26
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Goiás registra 4,4 mil confirmações até março, superando total de todo o ano passado

Casos de chikungunya em Goiás mais que dobram no primeiro trimestre de 2026

27/03/2026, às 09:57 · Por Redação

O número de casos confirmados de chikungunya em Goiás nos três primeiros meses de 2026 já supera o total registrado em todo o ano passado. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), foram 4.447 ocorrências até a 11ª semana epidemiológica, crescimento de 108% em relação a 2025, quando houve 2.130 confirmações. O monitoramento também indica aumento nas notificações.

Em 2026, já são mais de 6,6 mil registros, superando o mesmo período de 2024. Ao todo, 50 municípios têm casos confirmados, enquanto outros 36 seguem com investigações em andamento. Caldas Novas concentra a maior parte das ocorrências, com 3.713 casos e o primeiro óbito confirmado neste ano. Municípios como Corumbaíba, Rialma e Ceres também apresentam números relevantes. Em Goiânia, foram registrados 83 casos confirmados.

A infectologista Marina Roriz, do Hospital Estadual de Doenças Tropicais, afirma que o aumento está ligado às condições climáticas. “Sabe-se que no final do verão, com muita chuva e tempo quente, tem aumento do mosquito (Aedes aegypti), e também estamos mais ao ar livre. Com isso, temos aumento de todas as arboviroses”, disse ao jornal O Popular.

Ela também aponta maior procura por diagnóstico. “Hoje em dia temos falado bastante da doença. As pessoas estão sabendo mais da existência dela e a gente está pedindo mais exames, acaba tendo mais diagnóstico”, afirmou. Embora a maioria dos casos não exija internação, a doença pode causar dores persistentes. “A própria ação do vírus pode causar dor nas articulações que podem perdurar por meses e, há relatos de pacientes, até por anos”, explicou.

O coordenador Ronnie Tavares, que teve a doença em Ceres, relatou os sintomas. “Tive febre e dor em outras articulações: ombros, cotovelos, punhos, dedos. [...] Ainda sinto dor na sola de mãos e pés”, disse. Ele afirmou que familiares também apresentaram quadros com necessidade de internação e sintomas prolongados.


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