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Goiânia, 26/03/26
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Atriz goiana Inara Parrode, de 35 anos, integra o elenco de “Cantos Escuros: A Maldição de Safira”

Atriz goiana Inara Parrode integra elenco de filme selecionado para Cannes

25/03/2026, às 13:57 · Por Redação

A atriz goiana Inara Parrode, de 35 anos, integra o elenco de “Cantos Escuros: A Maldição de Safira”, produção selecionada para o Marché du Film 2026, em Cannes. O longa é dirigido por Henrique Nuzzi e dá continuidade à história iniciada em “Cantos Escuros: A Herança de Pietra” (2024). Natural de Goiânia, Inara construiu sua formação artística na capital e em São Paulo. Ela passou pela escola Wolf Maya e se formou em cinema pela Academia Internacional de Cinema (AIC). Em 2023, participou das gravações do novo filme em uma fazenda da família, em Avelinópolis, no interior de Goiás.

Na trama, a atriz interpreta Clarice, personagem que se envolve em experiências ligadas à memória e à ancestralidade. “É um terror psicológico que nasce muito mais do interior da personagem do que de sustos externos”, disse. “Para a personagem, quis trabalhar nuances muito sutis, um contraste entre controle e ruptura. Ela é racional, introspectiva, escritora, mas começa a ser atravessada por memórias que não compreende totalmente”, afirmou em entrevista ao jornal O Popular.

O filme acompanha duas irmãs que enfrentam eventos de natureza psicológica e sobrenatural após herdarem uma casa. Na sequência, Clarice busca isolamento em uma fazenda, em uma jornada que envolve passado e presente. “Mas essa escolha não é apenas criativa, existe um chamado ancestral. Sem revelar spoilers, posso dizer que Clarice passa a viver uma experiência de atravessamento entre presente e passado”, disse a atriz.

Além da atuação, Inara também participou de etapas da produção. “Eu sugeri que gravássemos no interior de Goiás, em uma fazenda, e a locação acabou sendo a fazenda do meu pai, o que me colocou também numa posição de colaboração na produção, organização das diárias e até direção de arte”, afirmou. Ela destacou as condições de gravação. “No cinema independente, todos fazem um pouco de tudo. Lá, vivemos desafios reais. Gravamos no meio do mato, perto de cavalos, em mata alta. Toda a equipe pegou carrapato”, disse.

Sobre a seleção para o Marché du Film, Inara avaliou o alcance do projeto. “É uma conquista imensa. Estamos falando do maior mercado cinematográfico do mundo, um espaço onde circulam diretores, produtores, distribuidores e artistas de todos os continentes”, afirmou. A atriz também destacou o espaço do terror brasileiro no cenário internacional. “O filme mergulha mais na dimensão psicológica e na ideia de reencarnação e memória ancestral do que no terror tradicional de incorporação espiritual do primeiro filme”, disse.

Com mais de uma década de atuação em teatro e cinema, Inara participou de mais de 20 montagens teatrais e cerca de dez curtas-metragens. Recentemente, interpretou Nina em adaptação de “A Gaivota”, de Anton Tchekhov. A artista também comentou o uso do Cerrado como elemento narrativo. “O Cerrado não é apenas cenário, ele é personagem. A paisagem seca, a terra rachada, as árvores retorcidas e o calor intenso criam uma atmosfera de tensão constante”, afirmou.

Sobre os próximos passos, ela destacou a atuação no exterior. “Atualmente, estou expandindo minha carreira para o cenário internacional”, disse. “Fui selecionada para um curso profissional na Royal Academy of Dramatic Art, em Londres”, completou.


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