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Goiânia, 24/03/26
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Wesley Costa/O Popular

A data do julgamento ainda não foi definida pela Justiça. O réu responderá por homicídio doloso, omissão de socorro e fuga do local do crime

Justiça leva a júri popular motorista acusado de matar entregador após briga de trânsito em Goiânia

23/03/2026, às 10:45 · Por Redação

A Justiça de Goiás determinou que o autônomo Thyago Rodrigo Silva Moreira, de 25 anos, seja submetido a júri popular pela morte do entregador Carlos Willian Rodrigues Martins, ocorrida em setembro de 2025. O crime, que gerou grande comoção na capital, aconteceu na Avenida César Lattes, no Setor Novo Horizonte, após uma suposta discussão de trânsito entre o acusado e a vítima. As informações são do jornal O Popular.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Goiás (MP-GO), o incidente teve início nas imediações de um shopping e se estendeu por cerca de 500 metros até o ponto da colisão. Vídeos anexados ao processo mostram o momento em que Thyago, conduzindo um carro, aguarda a passagem da motocicleta para então acelerar em alta velocidade, atingindo a vítima por trás. Com o impacto, Carlos Willian perdeu o controle, colidiu contra um poste e a moto pegou fogo, causando queimaduras graves e fraturas que levaram o jovem à morte no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo).

Acusação e Defesa

O MP-GO sustenta que o atropelamento foi intencional e que Thyago fugiu do local sem prestar socorro, tentando ainda eliminar vestígios do crime ao levar o veículo para uma oficina no dia seguinte. O juiz Eduardo Pio Mascarenhas da Silva, da 1ª Vara Criminal dos Crimes Dolosos contra a Vida, considerou que há indícios suficientes de autoria e materialidade para que o caso seja decidido por um conselho de jurados.

Por outro lado, a defesa do autônomo alega que não houve perseguição ou colisão direta, mas sim um desequilíbrio da vítima após uma suposta abordagem ameaçadora do motociclista contra a família do acusado. Os advogados também questionam a validade das provas em vídeo, sugerindo falta de perícia técnica e cortes de contexto. A defesa sustenta ainda que Thyago teria retornado ao local após deixar sua esposa e filho em segurança, tese que ainda deve ser apresentada ao júri.

A data do julgamento ainda não foi definida pela Justiça. O réu responderá por homicídio doloso, omissão de socorro e fuga do local do crime.

 


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