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Wesley Costa/O PopularA data do julgamento ainda não foi definida pela Justiça. O réu responderá por homicídio doloso, omissão de socorro e fuga do local do crime
Justiça leva a júri popular motorista acusado de matar entregador após briga de trânsito em Goiânia
23/03/2026, às 10:45 · Por Redação
A Justiça de Goiás determinou que o autônomo Thyago Rodrigo Silva Moreira, de 25 anos, seja submetido a júri popular pela morte do entregador Carlos Willian Rodrigues Martins, ocorrida em setembro de 2025. O crime, que gerou grande comoção na capital, aconteceu na Avenida César Lattes, no Setor Novo Horizonte, após uma suposta discussão de trânsito entre o acusado e a vítima. As informações são do jornal O Popular.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Goiás
(MP-GO), o incidente teve início nas imediações de um shopping e se estendeu
por cerca de 500 metros até o ponto da colisão. Vídeos anexados ao processo
mostram o momento em que Thyago, conduzindo um carro, aguarda a passagem da
motocicleta para então acelerar em alta velocidade, atingindo a vítima por
trás. Com o impacto, Carlos Willian perdeu o controle, colidiu contra um poste
e a moto pegou fogo, causando queimaduras graves e fraturas que levaram o jovem
à morte no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo).
Acusação e Defesa
O MP-GO sustenta que o atropelamento foi intencional e que
Thyago fugiu do local sem prestar socorro, tentando ainda eliminar vestígios do
crime ao levar o veículo para uma oficina no dia seguinte. O juiz Eduardo Pio
Mascarenhas da Silva, da 1ª Vara Criminal dos Crimes Dolosos contra a Vida,
considerou que há indícios suficientes de autoria e materialidade para que o
caso seja decidido por um conselho de jurados.
Por outro lado, a defesa do autônomo alega que não houve
perseguição ou colisão direta, mas sim um desequilíbrio da vítima após uma
suposta abordagem ameaçadora do motociclista contra a família do acusado. Os
advogados também questionam a validade das provas em vídeo, sugerindo falta de
perícia técnica e cortes de contexto. A defesa sustenta ainda que Thyago teria
retornado ao local após deixar sua esposa e filho em segurança, tese que ainda
deve ser apresentada ao júri.
A data do julgamento ainda não foi definida pela Justiça. O
réu responderá por homicídio doloso, omissão de socorro e fuga do local do
crime.
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