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Divulgação - Secom Goiânia
Prefeito Sandro Mabel cita pressão de órgãos de controle e apresenta diretrizes, mas deixa sessão sem responder vereadores
Mabel reafirma envio de reformas do Imas e do GoiâniaPrev à Câmara
17/03/2026, às 09:56 · Por Redação
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), afirmou nesta segunda-feira (16/3) que pretende encaminhar à Câmara Municipal projetos de lei para reestruturar o Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais (Imas) e o Instituto de Previdência dos Servidores do Município (GoiâniaPrev). A declaração ocorreu durante a prestação de contas do terceiro quadrimestre de 2025.
Segundo o prefeito, a reformulação do sistema previdenciário ganhou prioridade após cobranças de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO). “A previdência, do jeito que está, não sobrevive”, afirmou.
As propostas são discutidas desde o ano passado e enfrentam resistência entre vereadores. Nos bastidores, parlamentares avaliam que o conteúdo dos projetos pode impactar diretamente os servidores municipais, o que tende a dificultar a tramitação em um ano eleitoral.
Mabel informou que a prefeitura tem aplicado recursos da previdência em títulos da dívida pública federal e estuda mudanças na política de ativos. A gestão avalia substituir bens que geram custos por alternativas que proporcionem receita contínua. “Não adianta dar um terreno para a Previdência. Quero dar um prédio construído que a Previdência possa ter arrecadação sobre ele, não ter que ficar pagando para não invadir e tudo mais. Então, são coisas assim para deixar um legado aqui”, disse.
No caso do Imas, a proposta deve seguir modelo semelhante ao do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos de Goiás (Ipasgo), com alterações na forma de gestão. Uma minuta do projeto, divulgada anteriormente, prevê cobrança de beneficiários com valores proporcionais à idade, entre R$ 52 e R$ 662. A estimativa é elevar a arrecadação mensal de R$ 15 milhões para R$ 25 milhões. O texto também propõe mudança no nome do instituto.
Além das reformas, o prefeito afirmou que a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) passa por processo de reorganização. Segundo ele, a gestão busca um parceiro para viabilizar a reestruturação financeira da empresa. “Eu vou apresentar nos próximos dias o geral da endireitada que foi dada, mas nós precisamos arrumar um sócio, nós não estamos arrumando porque a dívida lá é muito grande, então não conseguimos fazer um modelo. Mas nós precisamos arrumar um sócio”, disse.
Mabel também citou investigações envolvendo a companhia e defendeu mudanças na gestão. “Por quê? Porque tem pôr um compliance lá dentro, parar com esse negócio de nós tocarmos isso. Cada gestão bota um diretor que não conhece como faz, e aí começa essa confusão que tinha dentro da Comurg, que você viu o tanto de coisa. Até hoje sai gente algemada lá de dentro”, afirmou.
Durante a apresentação, o prefeito destacou que a prefeitura registrou superávit de R$ 583,2 milhões em 2025. A arrecadação total foi de R$ 10,02 bilhões, com crescimento real de 5,16% em relação ao ano anterior. As despesas com saúde atingiram 21,55% da receita, enquanto a educação respondeu por 25,83%. Os gastos com pessoal ficaram em 45,97%, dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Ao final da sessão, Mabel agradeceu aos vereadores pela relação com o Executivo e citou apoio dos governos estadual e federal, em especial por repasses na área da saúde. O prefeito deixou o plenário sem responder questionamentos dos parlamentares.
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