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Não sei quanto à iguaria de frango, mas prudência anda em falta aos que almejam a segunda vaga ao Senado pela base governista
Coluna do Pablo Kossa: Alexandre Baldy faz uso da porteira aberta
13/03/2026, às 01:08 · Por Pablo Kossa
Sabe o velho ditado que ouvimos desde criança “em porteira que passa um boi passa uma boiada”? Pois foi fazendo uso dessa máxima que Alexandre Baldy se lançou ao Senado pela base governista. O presidente do PP viu a oportunidade de colocar seu nome na prateleira no momento em que foi deixada de lado a tese de limitar a dois pretendentes à casa do carpete azul. Se já são três querendo duas vagas, por que não quatro? Faz sentido.
Ronaldo Caiado tentou muito que a base não pegasse o caminho de 2022, quando três nomes se lançaram na disputa compartilhando o palanque do governador para uma única vaga ao Senado. O resultado foi a derrota de Delegado Waldir, Vilmar Rocha e o mesmo Baldy para Wilder Morais.
Gracinha Caiado sabe que o risco da base não eleger os dois senadores alinhados ao projeto caidista é real. Também brigou até o fim para que a pulverização não ocorresse. Não deu. A política é como a vida: não dá pra ganhar todas.
Vanderlan Cardoso e Zacharias Calil não abriram mão de ter seus nomes na urna ao Senado. Entendo como erro de ambos. Um poderia ser suplente do outro, com um acordo para que por um período o que estivesse na reserva assumisse o mandato. Mas é difícil trazer pro chão aquele que está com a cabeça nas nuvens. O sonho do Senado é sedutor. E se a porteira já está escancarada, Baldy decidiu também se botar pra jogo. Logo ele, que já viveu a disputa intestina de 2022 insistir na tese derrotada de outrora...
Quem agradece a dispersão da força eleitoral que emana do Palácio das Esmeraldas é a oposição, em especial Gustavo Gayer. Quanto mais dispersa estiver a disputa dentro do palanque mais forte em Goiás, que é aquele em que Caiado subir, melhor para o radical bolsonarista.
Já que comecei o texto com um ditado, fecho com outro. Dizem que prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém. Não sei quanto à iguaria de frango, mas prudência anda em falta aos que almejam a segunda vaga ao Senado pela base governista. Com uma composição, provavelmente estariam eleitos pela popularidade de Caiado. Separados e brigando entre si pelo segundo voto, podem entregar de bandeja a vaga para alguém de fora.
Onde a arrogância sobra, o juízo passa longe. É bom que os três pretendentes do segundo voto pensem nisso.
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