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Goiânia, 12/03/26
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Ferramenta chamada Uber Mulher permite que usuárias e pessoas não binárias solicitem corridas apenas com motoristas mulheres

Uber lança em Goiânia recurso que permite passageiras escolher motoristas mulheres

12/03/2026, às 09:52 · Por Redação

A plataforma de transporte Uber disponibilizou nesta semana em Goiânia a função Uber Mulher, que permite que passageiras escolham realizar corridas apenas com motoristas mulheres. O recurso também está disponível para pessoas não binárias cadastradas no aplicativo. A ferramenta integra uma iniciativa da empresa voltada à ampliação de opções para usuárias da plataforma. 

Além da capital goiana, a funcionalidade passa a operar em outras 12 capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Brasília, Recife, Manaus, Fortaleza, Belém, João Pessoa, São Luís e Cuiabá.

De acordo com a diretora-geral da Uber no Brasil, Silvia Penna, o lançamento atende a pedidos frequentes de usuárias do aplicativo. “Sabemos que essa é uma demanda das brasileiras há bastante tempo. Em vários lugares que vou, muitas pessoas me procuram e contam como ficam felizes quando entram no Uber e veem uma motorista mulher, pois se sentem mais tranquilas ali no banco de trás”, afirmou.

O recurso funciona em três formatos dentro da plataforma: configuração de preferência no perfil da usuária, agendamento antecipado de viagens e solicitação imediata por meio de uma categoria específica.

Ao jornal Opção, a motorista de aplicativo Elizeth Moura afirmou que a medida pode trazer mais conforto às passageiras. Segundo ela, muitas mulheres preferem viajar com outras mulheres. “As mulheres sempre gostam de viajar mais com outras mulheres. Elas se sentem mais seguras”, disse.

Ela também acredita que a novidade pode ampliar o uso do aplicativo por parte de usuárias que evitam corridas sozinhas. Elizeth citou o caso de uma passageira que relatou deixar de usar o serviço por receio e que voltaria a solicitar viagens caso pudesse escolher apenas motoristas mulheres.

A motorista Kleidiane Custório, por outro lado, avalia que o recurso pode reduzir a quantidade de corridas disponíveis para quem opta pela função. “Em outros aplicativos com função similar, enquanto se fazem três corridas no modo normal, faz-se apenas uma no modo exclusivo para mulheres”, afirmou. Ela também aponta que a presença de uma motorista mulher não garante ausência de riscos. Segundo sua experiência, há casos em que mulheres são utilizadas como “iscas” para atrair motoristas para assaltos praticados por homens.

Kleidiane também menciona mudanças no perfil de motoristas da plataforma, que, segundo ela, ocorre em razão de custos com combustível, taxas dos aplicativos e manutenção dos veículos. “Eu mesma, por exemplo, voltei para a minha área de pedagogia. Hoje estou em uma coordenação escolar, e a Uber virou um bico para complementar renda”, disse.