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Segundo a Polícia Civil, Luanna Shirley de Jesus Sousa e Jaisson Veras Normandia aparecem nas investigações como os principais suspeitos de integrar uma associação criminosa
Ex-secretária e ex-gerente da gestão Cruz são presos em investigação sobre fraude de R$ 4 milhões
12/03/2026, às 09:26 · Por Redação
Ex-secretária municipal de Desenvolvimento Humano e Social de Goiânia, Luanna Shirley de Jesus Sousa e ex-gerente da pasta Jaisson Veras Normandia foram presos nesta terça-feira (10/3) durante a Operação Núcleo Paralelo, realizada pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor). Segundo a Polícia Civil, os dois aparecem nas investigações como suspeitos de integrar uma associação criminosa relacionada a contratos firmados entre uma empresa fornecedora de tinta inseticida e a administração municipal.
O desvio de recursos é estimado em R$ 2,7 milhões. Durante a operação, policiais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão em Goiânia, Valparaíso de Goiás e Brasília. A Justiça também autorizou quebra de sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal dos investigados. De acordo com a investigação, o contrato analisado possui valor de R$ 4,4 milhões e previa fornecimento e aplicação de tinta inseticida. O acordo incluía aquisição e uso de 10 mil litros do produto, o equivalente a mais de 2,5 mil latas.
A polícia aponta que apenas parte do material teria sido entregue. Os investigadores identificaram indícios de irregularidades tanto no processo de contratação quanto na execução do contrato. Entre os pontos levantados estão a criação de um núcleo informal para acelerar a contratação, entrega de produto fora das especificações previstas, fornecimento de material próximo ao vencimento, falhas na fiscalização do contrato, ausência de controle no almoxarifado e inconsistências na execução contratual pela empresa.
Em nota, a Secretaria Municipal de Assistência Social, Desenvolvimento Humano e Habitação (Semasdh) informou que colabora com as investigações e destacou que o contrato foi firmado na administração anterior. “A Semasdh informa que está à disposição da Polícia Civil para colaborar com as investigações relacionadas à operação referente ao contrato para compra de tinta inseticida, firmado em 2024, durante a gestão anterior. A atual gestão reafirma seu compromisso com a transparência e com a correta aplicação das verbas públicas”.


