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Goiânia, 12/03/26
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Maurício Kozlinski pede indenização por estabilidade provisória e verbas trabalhistas; clube afirma que contestou as alegações

Goleiro aciona o Vila Nova na Justiça e cobra mais de R$ 1,5 milhão

11/03/2026, às 10:05 · Por Redação

O goleiro Maurício Kozlinski entrou com ação trabalhista contra o Vila Nova e solicita pagamento de R$ 1.574.657,60. Entre os pedidos apresentados pela defesa do atleta estão indenização por estabilidade provisória após lesão e pagamento de salários e benefícios que, segundo o processo, não teriam sido quitados. O atleta assinou contrato com o clube em dezembro de 2024. A expectativa inicial era de que ele assumisse a titularidade da equipe em 2025. 

O jogador enfrentou problemas físicos durante a temporada e participou de 11 partidas. O vínculo com o clube terminou em 30 de novembro de 2025 e não houve renovação. Atualmente, o goleiro atua pelo Londrina. Pelo clube paranaense, já disputou 13 jogos e participou da campanha que terminou com o vice-campeonato estadual, após derrota nos pênaltis para o Operário-PR.

A defesa do atleta sustenta que o Vila Nova deveria ter prorrogado o contrato devido às lesões ocorridas durante o período de trabalho. O advogado Filipe Rino explicou a base do pedido judicial. “Todo atleta que sofre um acidente de trabalho tem direito a algumas indenizações, como por exemplo, a estabilidade provisória. Via de regra, a estabilidade provisória é a obrigação que a empresa tem de manter o funcionário no seu quadro por pelo menos 12 meses a partir da alta (que ocorreu em 04/05/2025), a partir de quando esse atleta volta a exercer sua profissão após a reabilitação da lesão”, afirmou o jornal O Popular.

Entre as verbas solicitadas no processo estão multa do artigo 477 da CLT, referente ao encerramento do contrato de trabalho, salário vencido, multa do artigo 467 da CLT, 13º salário proporcional, férias proporcionais, saldo salarial, FGTS, indenização por acidente de trabalho, honorários advocatícios, estabilidade acidentária, gratificação de férias, responsabilidade solidária ou subsidiária e auxílio moradia.

Segundo o advogado do jogador, após tomar conhecimento da ação, o Vila Nova teria notificado o atleta para retorno ao clube com objetivo de cumprimento do período de estabilidade. No entanto, Kozlinski já havia firmado contrato com o Londrina.

O Vila Nova informou que recebeu a ação “com tranquilidade” e declarou que apresentou defesa no processo. Em nota, o clube afirmou que contestou as acusações “rechaçando de forma técnica e fundamentada as alegações que foram formuladas”.

O advogado do clube, Paulo Henrique Pinheiro, declarou que não procede a versão apresentada pelo atleta. “O clube também esclarece que sempre agiu com responsabilidade e boa-fé durante toda a relação contratual, inclusive no período em que o atleta esteve em tratamento, prestando assistência necessária e adotando as providências compatíveis com suas obrigações legais e contratuais”, afirmou.

A defesa de Kozlinski também anexou ao processo mensagens trocadas entre o empresário do jogador e o diretor de futebol do Vila Nova, Alarcon Pacheco. Nas conversas, o empresário questiona a possibilidade de renovação do contrato. O dirigente respondeu: “contratamos o Airton e temos a situação do Halls como em aberto por conta de uma procura da Ásia que pode acontecer”.


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