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Goiânia, 26/02/26
Matérias
Jackson Rodrigues

Romário: não é aceitável vindo de ninguém, menos ainda dele, um diretor do time rubro que preside o poder Legislativo goianiense. Atitude condenável

Coluna do Pablo Kossa: Vacilo de árbitro não justifica comportamento agressivo de diretoria do Vila Nova

25/02/2026, às 13:44 · Por Pablo Kossa

Erro em cima de erro. Assim compreendo tudo que rolou após a primeira partida da semifinal do Goianão entre Alético Goianiense e Vila Nova no Estádio Antônio Accioly. Todo mundo vacilou, mas a diretoria do Tigre, em especial o presidente da Câmara de Goiânia, Romário Policarpo, errou mais feio.

 

Sobre a jogada de um suposto pênalti favorável ao Tigre contra o Dragão, deixo para que o leitor faça sua interpretação. Debates sobre lances de uma partida de futebol são parte do próprio esporte.

 

O inaceitável é a intimidação que a diretoria do Vila impôs ao árbitro do VAR Eduardo Tomaz quando este saía do vestiário. Berros, dedos em riste, xingamentos, ameaças. Não foi uma crítica, foi algo incivilizado. O que que não é aceitável vindo de ninguém, menos ainda de um diretor do time rubro que preside o poder Legislativo goianiense. Atitude condenável.

 

Por outro lado, o juiz Eduardo Tomaz não deveria ter feito o que fez. Levar uma de suas duas filhas ao estádio no dia do jogo vestindo a camisa do Atlético não dá. É fora da realidade demais. O cara frequenta estádio muito mais do que eu ou você. Conhece por dentro o ambiente do futebol. Ele realmente achou que isso passaria batido em um clássico de tamanha rivalidade?

 

Não por menos gerou justa reação da Federação Goiana de Futebol que classificou a atitude como “imprópria e desnecessária” em uma semifinal de campeonato.

 

Não há regra proíba um pai de levar seus filhos ao estádio ou que eles demonstrem preferência clubística como cidadãos comuns. No entanto, a função de um árbitro exige a preservação absoluta da percepção de neutralidade. A mera imagem de um juiz com um parente usando a camisa de um dos times envolvidos abre espaço para dúvidas, questionamentos e até teorias conspiratórias que minam sua credibilidade por mais corretas que tenham sido as decisões. Foi de uma ingenuidade sem tamanho.

 

A arbitragem precisa de respeito, não de linchamentos verbaiss ou pressões no estacionamento do estádio. Já vivemos em um momento de extrema agressividade no Brasil e essa postura de galinho de briga não ajuda em nada a melhorar o ambiente. Ao mesmo tempo, quem exerce a função arbitral não pode dar mole. É aquela velha história da mulher de César que não basta ser honesta, é preciso ter essa mesma aparência perante a sociedade. Sem respeito de um lado e bom senso do outro, não vamos a lugar nenhum.


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