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Para Agenor Mariano, a saída do MDB e o apoio a Wilder Morais representam uma decisão pessoal, sem respaldo interno relevante dentro da legenda
Aliado histórico de Iris Rezende questiona saída de Ana Paula e aliança com Wilder Morais
23/02/2026, às 11:41 · Por Redação
O ex-presidente do MDB metropolitano e ex-vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano, criticou a saída de Ana Paula Rezende da legenda e a aliança firmada por ela com o senador Wilder Morais (PL), com quem se apresenta como pré-candidata a vice. Em entrevista ao Jornal Opção, Agenor afirmou que acompanha o episódio com preocupação e disse ter legitimidade para comentar o tema devido à longa relação política construída ao lado do ex-governador Iris Rezende.
Ao recordar a trajetória com Iris, o emedebista destacou que esteve próximo do ex-governador em diferentes momentos da carreira política, inclusive durante a gestão na Prefeitura de Goiânia. Segundo ele, a convivência foi marcada por confiança e diálogo direto, relação que o colocou como um dos auxiliares mais próximos do líder emedebista.
Sobre a decisão de Ana Paula, Agenor afirmou que suas observações são estritamente políticas. Na avaliação dele, a saída do MDB reflete uma postura que classificou como “síndrome da realeza”, defendendo que a construção de espaço político exige articulação e trajetória própria. Ele também ressaltou que o legado de Iris Rezende, na sua visão, pertence ao partido e à militância emedebista.
O ex-dirigente afirmou ainda que Ana Paula não teria formalizado junto ao partido um projeto eleitoral. Segundo Agenor, apesar de ocupar a vice-presidência da legenda, não houve movimentação interna para discutir candidaturas. Ele citou, inclusive, sugestões feitas pelo governador Ronaldo Caiado para que ela disputasse cargos majoritários, propostas que teriam sido recusadas.
Para Agenor Mariano, a saída do MDB e o apoio a Wilder Morais representam uma decisão pessoal, sem respaldo interno relevante dentro da legenda. Mesmo mantendo respeito pela família de Iris Rezende, ele avalia que o movimento contrasta com o estilo político do ex-governador, marcado, segundo suas palavras, pelo diálogo e pela construção coletiva das decisões partidárias.
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