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Goiânia, 18/02/26
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Thais Medeiros, de 28 anos, perdeu a fala e os movimentos após reação alérgica em 2023; mãe é responsável pelos cuidados diários

Mãe de jovem que teve sequelas após cheirar pimenta desabafa três anos depois

18/02/2026, às 13:49 · Por Redação

A mãe de Thais Medeiros de Oliveira, de 28 anos, publicou um vídeo nas redes sociais na véspera de o caso completar três anos. A jovem ficou com sequelas após cheirar pimenta durante um almoço em Anápolis, em 17 de fevereiro de 2023. Na postagem feita na segunda-feira (16/2), Adriana Medeiros escreveu: “queria estar no seu lugar”.

No vídeo, a mãe lamenta a situação da filha, de quem cuida desde o ocorrido. “Sinto muito, filha, por tudo. Eu queria estar no seu lugar e você, aqui, cuidando de tudo. Saiba que eu te amo além da vida”, afirmou. Em setembro de 2025, no aniversário de Thais, Adriana também publicou mensagem. “Mais um ano de batalha com a Thaís. Mais um ano de vida”, disse. “Estamos aqui firmes e fortes. Não é do jeito que a gente quer, mas a gente vai lutar. A mamãe nunca viu uma pessoa tão forte como você”, completou.

No dia do caso, por volta do meio-dia, Thais almoçava na casa do então namorado, Matheus Lopes de Oliveira, no bairro Vila Jaiara. Segundo ele, ela conversava com os pais dele sobre pimenta, passou o condimento no nariz e aspirou. “A garganta dela começou a coçar e, logo em seguida, ela já foi perdendo as forças”, relatou.

Thais foi socorrida e internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa de Anápolis. De acordo com a família, apenas no primeiro ano após o episódio, ela foi internada oito vezes e permaneceu mais de 250 dias em hospitais. Passou por tratamentos como neuromodulação, além de sessões de fonoaudiologia e fisioterapia. No ano seguinte, voltou à UTI, no Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação (Crer), em Goiânia, para tratar infecção urinária.

As sequelas cerebrais resultaram na perda da capacidade de falar e de se movimentar. Desde então, Thais necessita de cuidados diários. Em agosto de 2025, após ação judicial que durou quase dois anos, a Justiça determinou a concessão de auxílio para atendimento em home care, serviço hospitalar prestado na residência.

O padrasto, Sérgio Alves Silva, explicou que o valor autorizado cobre seis meses de tratamento, sendo necessária nova decisão judicial para continuidade. Segundo ele, a maior preocupação é com os pulmões da jovem, que já apresentou quadros de infecção, considerados compatíveis com o quadro clínico.