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Goiânia, 12/02/26
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PSOL, PSB de José Eliton (foto), Cidadania e PV ajudam a compor um mosaico mais diverso um palanque de Lula em Goiás

Coluna do Pablo Kossa: PT goiano ainda não sabe o que quer

11/02/2026, às 02:01 · Por Pablo Kossa

Diferente do cenário nacional onde o PT joga como protagonista desde 1989, seja perdendo ou ganhando as eleições, em Goiás o partido entra em campo como time pequeno: tenta perder de pouco. É o que as urnas goianas mostram pleito após pleito. Para 2026, os correligionários de Lula da terra do pequi ainda estão perdidos. A falta de rumo se materializa na profusão de nomes cogitados para a chapa que estará nas urnas defendendo a estrela vermelha.

 

Quem tem um monte de alternativas, na verdade, não tem prioridade.

 

O PT goiano quer: aumentar sua bancada na Câmara dos Deputados?; Um candidato que faça a defesa vigorosa dos valores do partido no palanque?; Qualificar o debate com propostas e discurso de alto nível?

 

Das três hipóteses que levanto, somente uma é possível de ser alcançada. Com muita sorte, duas. Mas não é o cenário realista. A chance maior é ter somente uma.

 

Sem responder isso, o PT continuará patinando.

 

Caso a prioridade seja ampliar a presença no Congresso Nacional, Edward Madureira como candidato à Câmara é imprescindível. Além de Rubens Otoni e Adriana Accorsi defendendo seus mandatos, com o ex-reitor da UFG e Delúbio Soares, quatro nomes fortes, o PT talvez faça o quociente para três vagas. Sem Edward, esqueça.

 

Por outro lado, caso o caminho escolhido seja qualificar o debate, Edward cumpre essa função com maestria como governadoriável. É provável que tenha mais que os quase 7% dos votos que Wolmir Amado teve pelo partido em 2022, mas é difícil atingir o recorde de 15% de Marina Sant’Annna em 2002. Edward melhora o nível de qualquer mesa em que sentar, isso é fato.

 

Por fim, se a ideia é entrar na lógica das redes sociais com muito barulho, Valério Luiz Filho e Edilberto Dias têm esse perfil. Forjados nos debates radiofônicos, eles estão prontos para levantar a voz e defender o legado lulista contra qualquer bolsonarista. Podem mobilizar a militância, mas não conseguem atrair os não convertidos.

 

E o PT ainda precisa pensar no aspecto mais amplo da esquerda em Goiás. Os demais partidos também podem colaborar com a chapa principal. PSol, PSB, Cidadania e PV ajudam a compor um mosaico mais diverso um palanque de Lula em Goiás.

 

Mas primeiro é preciso saber o que se quer. Parece que o PT ainda não sabe.


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