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Goiânia, 10/02/26
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Imóvel no Centro de Goiânia vai abrigar Procon, Sead e parte da Saúde; aquisição ocorreu por desapropriação e sem uso de recursos do Fundo Estadual de Saúde

Governo de Goiás conclui compra de prédio da Caixa por R$ 101,6 milhões

10/02/2026, às 09:33 · Por Redação

O Governo de Goiás concluiu a aquisição do prédio da superintendência regional da Caixa Econômica Federal, localizado na Avenida Anhanguera, no Centro de Goiânia, pelo valor de R$ 101,6 milhões. O imóvel integra o projeto de criação de um novo centro administrativo na região central da capital. O edifício deverá receber o Procon Goiás e setores das secretarias estaduais de Administração (Sead) e de Saúde (SES). 

Segundo o titular da Sead, Alan Tavares, disse ao jornal O Popular, o pagamento ocorreu à vista, com R$ 82 milhões provenientes da Administração e R$ 19,5 milhões do Procon. O Estado avaliou a possibilidade de utilizar recursos do Fundo Estadual de Saúde (FES), mas desistiu. A negociação foi finalizada na última sexta-feira (6/2). O prédio pertencia à Fundação dos Economiários Federais (Funcef) e foi desapropriado pelo Estado. 

De acordo com Tavares, parte dos andares está locada para empresas, o que poderia gerar questionamentos sobre a compra. Por esse motivo, optou-se pela desapropriação como forma de garantir segurança jurídica. O imóvel conta com três subsolos, térreo, mezanino e 15 andares, além de três elevadores sociais, um de serviço e um privativo. O Procon deverá ocupar os subsolos. 

A Sead ficará com o 1º, 2º e 3º andares. A SES utilizará cerca de 60% da estrutura, incluindo parte do subsolo, o térreo e os andares do 4º ao 15º. Antes da transferência dos servidores, o prédio passará por reforma, com pintura e instalação de divisórias. O projeto está em fase de conclusão junto à Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra). A previsão é que o Procon seja o primeiro órgão a se instalar no local, entre junho e julho. A estimativa anterior apontava para janeiro ou fevereiro.

Segundo Tavares, a centralização das três pastas em um imóvel próprio deve gerar economia anual de R$ 21 milhões. “São 2.250 servidores espalhados por várias unidades em Goiânia. Cada unidade tem gastos com limpeza, segurança, manutenção”, afirmou. Ele também mencionou despesas com aluguel e reformas.

A intenção de compra do prédio foi revelada em julho de 2025. À época, o governo também discutia a construção de duas torres no estacionamento do antigo Jóquei Clube, em frente ao edifício, como parte do novo centro administrativo. A estimativa inicial do complexo era de R$ 500 milhões, com projeções que chegaram a R$ 1 bilhão. O valor previsto para o prédio da Caixa era de R$ 95 milhões.

O decreto de desapropriação do Jóquei Clube foi assinado pelo prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), em 18 de julho. O gestor afirmou que a medida integra um plano de parceria com o governo estadual para reestruturar o Centro da capital.

Em outubro, o vice-governador Daniel Vilela (MDB) afirmou que o projeto pode incluir o Centro de Convenções, cuja concessão está próxima do fim. “Do outro lado da Anhanguera está o Centro de Convenções, que está com sua concessão vencendo. Estamos pensando em integrar para um local de espaço de eventos, eventos do próprio governo e do centro, através de uma passarela que possa passar por cima da Anhanguera. Isso terá um impacto enorme, sem falar em outros ambientes do governo, que talvez tenhamos que adquirir (outros) prédios antigos, fazer o retrofit também, para podermos ocupar”, disse, na ocasião.


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