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Goiânia, 06/02/26
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Defesa de Amanda Partata afirma que ela enfrenta transtornos mentais

Defesa de Amanda Partata afirma que ela enfrenta transtornos mentais

06/02/2026, às 09:56 · Por Redação

O advogado responsável pela defesa de Amanda Partata, Rodrigo Faucz afirmou que a cliente apresenta problemas de saúde mental e precisa de acompanhamento médico. A declaração foi feita ao portal Mais Goiás após audiência de instrução e julgamento realizada nesta quinta-feira (5/2), em Goiânia.

“A defesa de Amanda Partata, representada pelo advogado Rodrigo Faucz, informa que continua confiando no judiciário para garantir um julgamento justo e imparcial. Ficou claro na audiência que as acusações são infundadas e que, por conta dos problemas de saúde mental, ela precisa receber o tratamento médico adequado”, diz a nota enviada ao Mais Goiás.

Amanda é acusada de matar o ex-sogro, Leonardo Pereira Alves, de 56 anos, e a mãe dele, Luzia Tereza Alves, de 86, por envenenamento, em 2023. A audiência desta quinta, no entanto, tratou de acusações anteriores ao caso de homicídio, como falsa identidade, falsidade ideológica, calúnia, ameaça, perseguição e extorsão. Ela permaneceu em silêncio.

O juiz Luciano Borges da Silva abriu prazo de cinco dias para apresentação dos memoriais escritos. Primeiro, o Ministério Público; depois, a assistente de acusação; por fim, a defesa.

De acordo com a denúncia, os crimes teriam sido praticados contra o ex-namorado de Amanda, Leonardo Pereira Alves Filho. O Ministério Público sustenta que, após o término do relacionamento, em 30 de julho de 2023, ela passou a insistir em contatos. A vítima teria bloqueado mais de 100 números e trocado de aparelho telefônico duas vezes.

Ainda segundo o MPGO, Amanda teria alegado gravidez inexistente e feito ameaças de divulgar exames, com exigência de dinheiro. Também teria registrado linhas telefônicas em nome de terceiros para manter contato com o ex-companheiro.

Durante a audiência, a defesa questionou a vítima sobre valores supostamente solicitados e não pagos. Leonardo relatou que não pagaria qualquer quantia e que não temia eventual divulgação da alegada gravidez. Sobre a ameaça de acusação de assédio, afirmou que não cometeu crime.

O policial civil Leandro Meireles confirmou pontos da denúncia. Ele disse que a investigação busca verificar a veracidade das informações recebidas e afirmou que não houve apreensão do celular da acusada naquele momento. Também informou que não há relatório comprovando pedido de valor específico.

A defesa dispensou testemunhas. Ao final, Faucz solicitou registro em ata de episódio ocorrido em dezembro, quando, segundo ele, houve alegação de que teria se ausentado de audiência. “Aviltante. Violação do meu direito de imagem e pode se caracterizar como difamação. Jamais faria qualquer situação que fosse considerada um desrespeito para a Corte”, declarou.

Caso de envenenamento
O caso ganhou repercussão nacional em 2023. Segundo as investigações, Amanda teria levado bolos de pote à casa das vítimas, no dia 17 de dezembro, contendo substância tóxica. Leonardo Pereira Alves e Luzia Tereza Alves consumiram o alimento e morreram horas depois.

A polícia também apura tentativa de envenenamento contra o tio e o avô do ex-namorado, que não ingeriram o doce. A perícia apontou indícios de planejamento. Conforme a investigação, Amanda pesquisou sobre venenos que não deixariam vestígios após a morte e adquiriu 100 ml de substância tóxica. Imagens de câmeras registraram o recebimento de encomenda.

Familiares relataram que ela apresentou comportamento dissimulado durante a visita. Parte dos presentes recusou o alimento.

No processo referente ao envenenamento, Amanda responde por homicídio consumado triplamente qualificado contra Leonardo Pereira Alves; homicídio consumado triplamente qualificado, com agravante pela idade, contra Luzia Tereza Alves; além de duas tentativas de homicídio qualificado contra o tio e o avô do ex-namorado.