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Daiane Alves de Souza e Nilse Alves Pontes
Mãe de corretora encontrada morta diz que síndico “foi covarde”
29/01/2026, às 11:03 · Por Redação
A mãe da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, encontrada morta nesta quarta-feira (28/1) em uma área de mata às margens da GO-213, em Caldas Novas, afirmou que, apesar de temer o pior, não esperava pelo desfecho do caso. Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025. A declaração foi dada por Nilse Alves Pontes na porta do Instituto Médico Legal (IML) do município.
“A gente estava vendo que ia acontecer isso, mas esperar, não esperávamos. Queria acreditar e acordar do pesadelo que, infelizmente, estamos vivendo agora”, disse Nilse no fim da manhã desta quarta-feira.
A família foi informada pela polícia, durante a madrugada, da prisão do síndico Cleber Rosa de Oliveira, que confessou o homicídio. Segundo Nilse, além da dor, houve sensação de alívio após mais de um mês de buscas. “O desfecho de uma luta de 43 dias”, afirmou.
Agora, a família cobra responsabilização. “Espero tudo da justiça. Foi um covarde. Quis tirar minha família de dentro de um prédio que nem é dele. Ela não estava invadindo nada lá. Ela tinha direito de estar lá. Ele quis tirar ela de lá. Ele conseguiu, mas ele também não está lá. Acredito que nunca mais ele vai pisar lá”, declarou.
Os restos mortais de Daiane foram encaminhados a Goiânia para exames e perícias. A família aguarda os resultados em Caldas Novas. O velório e o sepultamento ocorrerão em Uberlândia, cidade de origem dos familiares.
Daiane desapareceu na noite de 17 de dezembro de 2025. As últimas imagens da corretora foram registradas por câmeras de segurança do elevador do prédio onde morava, após ela descer ao subsolo para verificar a falta de energia em seu apartamento. Desde então, não houve mais contato.
O caso teve repercussão em Goiás e em outras partes do país. Familiares e amigos realizaram buscas e manifestações públicas. Em entrevista anterior ao jornal O Popular, Nilse relatou a angústia vivida durante o período de incerteza. “Eu não acho uma palavra que represente o que significa uma pessoa de 43 anos desaparecer dentro de um prédio. Eu não entendo isso. Eu estou andando atrás [da] polícia, [da] mídia, conversando, recebendo apoio, oração, porque assim, é terrível o que passa na cabeça de uma mãe”, disse.
Durante as investigações, a Polícia Civil de Goiás montou uma força-tarefa, ouviu testemunhas, apreendeu o sistema de gravação de imagens do edifício e periciou um veículo que poderia ter relação com o desaparecimento.
Com o avanço do inquérito, surgiram relatos de conflitos recorrentes no condomínio. Moradores decidiram pela expulsão de Daiane em assembleia, e o síndico acumulava 12 processos relacionados à corretora. Ele também foi denunciado recentemente por suposta sabotagem no fornecimento de água e gás do apartamento da vítima.
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