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Lula definiu o goiano Olavo Noleto como substituto de Gleisi Hoffmann na SRI
Goiano Olavo Noleto é escolhido para assumir ministério no governo Lula
28/01/2026, às 09:55 · Por Redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu o goiano Olavo Noleto como substituto de Gleisi Hoffmann no comando da Secretaria de Relações Institucionais (SRI). A troca ocorrerá quando a ministra se desincompatibilizar do cargo para concorrer ao Senado pelo Paraná nas eleições de 2026. Gleisi deve deixar a função até abril, prazo exigido pela legislação eleitoral. A informação foi divulgada pela própria ministra em entrevista à CNN Brasil, nesta segunda-feira (27/1).
Atualmente, Noleto ocupa a secretaria-executiva do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, órgão ligado à Presidência da República. Noleto já atuou na articulação política do governo. Ele foi secretário-executivo da SRI quando Alexandre Padilha chefiava a pasta. Após a saída de Padilha, permaneceu na área e, a convite de Gleisi, assumiu o Conselhão, função que exerce até o momento.
Outros nomes chegaram a ser cogitados para a substituição. O mais citado para um mandato interino era o do secretário-executivo da SRI, Marcelo Almeida Costa, diplomata de carreira visto como opção técnica para dar continuidade ao trabalho. Também foram mencionados o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) e o líder do governo na Câmara, José Guimarães, que mantém foco na disputa ao Senado pelo Ceará.
Com trajetória em cargos públicos, Noleto passou pela Presidência da República nos governos Lula e Dilma Rousseff. Entre as funções exercidas estão a presidência do Conselho de Administração do Instituto Benjamin Constant, a Secretaria de Assuntos Federativos da Presidência e a secretaria-executiva da Secretaria de Comunicação Social. Ele foi ministro interino da Comunicação entre 2015 e 2016, além de atuar na área na prefeitura de Maricá e como chefe da Casa Civil de Aparecida de Goiânia.
Apesar da confirmação pública da indicação, Noleto preferiu não comentar a possibilidade de assumir a SRI. A definição formal deve ocorrer até 4 de abril, data-limite para a desincompatibilização. Gleisi mantém agendas previstas até o prazo e não planeja deixar o Planalto antes disso. Nos bastidores, a avaliação é de que a indicação está encaminhada, embora o cenário eleitoral nos estados possa influenciar a decisão final.
Segundo o jornal O Globo, integrantes do governo e líderes do Congresso demonstraram receio com a escolha de um nome sem mandato para comandar a articulação política. O argumento é que a ausência de mandato eletivo pode dificultar negociações com deputados e senadores. Parte dos aliados defendia um nome com maior peso político, mas os possíveis indicados com esse perfil também devem disputar eleições em outubro.
Se confirmada, a escolha de Noleto prevalece sobre a alternativa representada por Marcelo Costa, considerado um quadro técnico, e consolida a opção do Planalto por alguém com experiência prévia na articulação do governo federal.
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