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Goiânia, 27/02/26
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O governador evitou citar outros partidos durante coletiva após a transmissão da presidência do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central (BrC), que passou a ser comandado pelo governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP)

Caiado amplia conversas para trocar de partido e garantir pré-candidatura à Presidência

22/01/2026, às 16:15 · Por Redação

O governador Ronaldo Caiado (UB) anunciou nesta quarta-feira (21) que ampliou as articulações com outros partidos para viabilizar uma legenda que abrigue sua pré-candidatura à Presidência da República. Segundo ele, a definição sobre eventual troca de filiação será tomada até o prazo final da janela partidária, em 4 de abril.

A movimentação foi confirmada em entrevistas concedidas em Brasília, após Caiado retomar conversas com o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, e com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Embora não tenha detalhado o teor das tratativas, o governador deixou claro que seguirá dialogando com outras siglas, independentemente da posição do comando do UB.

“Independentemente desta posição, eu também tenho a independência de poder conversar com vários partidos, como tenho conversado”, afirmou.

Em entrevista posterior, Caiado confirmou diálogos avançados com as direções do Podemos e do Solidariedade. “Tenho conversado com esses partidos e vou ampliar o nível de diálogo até abril e, aí sim, decidirei. Se não for para me dar a oportunidade de ser o candidato, eu vou buscar, sim”, disse.

O governador evitou citar outros partidos durante coletiva após a transmissão da presidência do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central (BrC), que passou a ser comandado pelo governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP). “Isso eu mantenho preservado para que eu tenha essa estratégia a ser noticiada no momento certo”, declarou.

As dificuldades para consolidar uma pré-candidatura própria dentro da federação União Brasil–Progressistas já vinham sendo apontadas desde o segundo semestre de 2025, quando Caiado passou a admitir, reservadamente, a possibilidade de mudar de legenda. Na época, ele buscava garantir espaço interno, protagonismo na propaganda partidária e engajamento das bases nacionais do UB.

Nesta quarta, o governador afirmou que a garantia de uma sigla passou a ser prioridade. “Eu agora estou tratando da composição partidária e de como vou construir essa candidatura dentro do partido e quais são as alternativas que terei até o dia 4 de abril. Se o partido tende a não ter candidato a presidente, lógico que não é o partido que vai me atender”, afirmou.

Ao comentar a conversa com Flávio Bolsonaro, Caiado voltou a defender a tese de múltiplas candidaturas da direita no primeiro turno e descartou qualquer possibilidade de abrir mão do próprio projeto ou de compor como vice. “De maneira alguma. A minha candidatura está posta e serei candidato”, disse.

De acordo com ele, o lançamento de vários nomes não representa divisão do campo político. “Tem a candidatura do Flávio, do Zema, do Ratinho, a minha e outras que podem surgir. Aquele que chegar ao segundo turno terá o apoio dos demais”, afirmou, ao reiterar que o União Brasil deveria ter candidatura própria por ser, hoje, o maior partido do país.


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