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Goiânia, 27/02/26
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Itens pessoais de Daiane Alves foram encaminhados para perícia com foco em coleta de DNA; investigações seguem sob sigilo

Polícia recolhe objetos de corretora desaparecida para ampliar apuração em Caldas Novas

21/01/2026, às 09:43 · Por Redação

A Polícia Civil voltou ao prédio onde a corretora de imóveis Daiane Alves desapareceu, há mais de um mês, em Caldas Novas, no sul goiano. No último sábado (17/1), agentes recolheram objetos pessoais no apartamento da mulher para auxiliar nas investigações. À TV Anhanguera, a irmã Fernanda Alves informou que foram levados pertences como um caderno de anotações. 

Ao jornal O Popular, a mãe de Daiane, Nilse Alves, afirmou que escovas de cabelo e de dentes também foram recolhidas, com a finalidade de coleta de material genético. Segundo a família, a medida busca alimentar bancos de dados periciais, sem indicação de achados conclusivos até o momento.

“O que foi passado para a gente é que eles estariam buscando amostras de DNA, mas não que tivessem encontrado alguma coisa, mas sim para montar informações para o banco de dados, e levou alguns pertences pessoais como cadernos, algumas coisas assim que a Daiane escrevia. Eu acredito que para entender mesmo o momento que ela estava passando”, disse Fernanda.

Nilse relatou que a família não recebeu atualizações sobre pistas ou avanços concretos. “Mas sabemos que a polícia está bem empenhada”, afirmou. As apurações seguem sob sigilo.

Desaparecimento
Daiane foi vista pela última vez em 17 de dezembro, por volta das 19h, no elevador do prédio onde a família possui imóveis. Imagens de câmeras de segurança mostram a corretora descendo ao subsolo para tentar resolver uma queda de energia no apartamento. Ela chegou a gravar os próprios passos no celular para enviar a uma amiga. Ao sair da cabine no subsolo, não retornou.

A corretora estava apenas com a roupa do corpo e o telefone. A família informou que Daiane é solteira, tem uma filha de 17 anos e não mantinha relacionamento recente. A polícia também quebrou o sigilo bancário e não identificou movimentações após o desaparecimento.

Nilse contou que havia desavenças com vizinhos, o que motivava o hábito de registrar vídeos no prédio. “Essa questão de gravar as coisas que estão acontecendo [é] porque a gente já teve uns desafetos aqui com o condomínio, então a gente gravava para se garantir”, explicou. A família possui seis apartamentos no local, alguns alugados.

A mãe expressou indignação com o caso. “Eu não acho uma palavra que represente o que significa uma pessoa de 43 anos desaparecer dentro de um prédio. Eu não entendo isso. Eu estou andando atrás [da] polícia, [da] mídia, conversando, recebendo apoio, oração, porque assim, é terrível o que passa na cabeça de uma mãe”, desabafou.

O delegado Alex Miller afirmou que todas as possibilidades seguem em análise. “São várias hipóteses investigativas, não sendo possível descartar nenhuma”, disse. Informações sobre o paradeiro de Daiane podem ser repassadas à Polícia Civil pelos telefones 197; (62) 98595-6124; (64) 3454-6601; e (64) 3454-6600.