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Goiânia, 20/01/26
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Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro, após descer ao subsolo do prédio onde mora. Câmeras não registraram sua saída, e Polícia Civil montou força-tarefa para investigar o caso

Corretora desaparece em prédio de Caldas Novas e família cobra respostas da polícia

19/01/2026, às 10:53 · Por Redação

Desaparecida há mais de um mês, a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, intriga familiares e autoridades desde o dia 17 de dezembro de 2025, quando foi vista pela última vez no prédio onde mora, no centro de Caldas Novas, região sul de Goiás.

Natural de Uberlândia (MG), Daiane vivia há cerca de dois anos na cidade, onde administrava seis apartamentos da família em um condomínio. Segundo a mãe, Nilse Alves Pontes, havia conflitos antigos com pessoas do prédio, inclusive com processos judiciais em andamento.

Na noite do desaparecimento, Daiane saiu do apartamento após perceber a queda de energia. Imagens das câmeras mostram a corretora entrando no elevador, passando pela portaria e informando ao recepcionista sobre o problema. Em seguida, ela voltou ao elevador e desceu para o subsolo. Desde então, não foi mais vista.

De acordo com a família, não há imagens dela deixando o prédio nem retornando ao apartamento, o que aumenta o mistério. A mãe só percebeu o sumiço no dia seguinte, quando foi ao local para um encontro previamente combinado. O boletim de ocorrência foi registrado naquela mesma noite.

O apartamento estava trancado, embora Daiane tenha enviado vídeos pouco antes, indicando que havia deixado a porta aberta, o que, para a família, demonstra que ela pretendia voltar rapidamente.

Desde então, parentes têm feito mobilizações na cidade, incluindo carro de som e manifestações, cobrando respostas. A polícia quebrou o sigilo bancário da corretora e informou que não houve movimentações financeiras após o desaparecimento. O celular também deixou de emitir sinal.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que instaurou uma força-tarefa para apurar o caso. Segundo o delegado Alex Miller, diversas linhas de investigação estão em andamento. “São várias hipóteses investigativas, não sendo possível descartar nenhuma”, declarou.

As câmeras registraram Daiane pela última vez por volta das 19h, entrando no elevador enquanto gravava um vídeo para uma amiga. Não há registros do subsolo nem dos corredores do andar, segundo informou a família.

O paradeiro da corretora segue desconhecido.


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