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Renegociação representa corte de 83,6% das dívidas históricas da companhia; maior acordo envolve débitos com a União, que caíram de R$ 2,2 bilhões para R$ 312 milhões
Comurg reduz em R$ 2,1 bilhões o passivo da empresa no primeiro ano da Gestão Sandro Mabel
16/01/2026, às 17:23 · Por Redação
A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) fechou o primeiro ano da gestão do prefeito Sandro Mabel (União Brasil) com uma redução de R$ 2,109 bilhões nas dívidas acumuladas ao longo de décadas. O valor renegociado e retirado das cobranças corresponde a 83,6% de todo o passivo da empresa, que incluía débitos junto ao governo federal, FGTS, Ministério Público do Trabalho (MPT) e fornecedores.
Dados consolidados pela companhia, obtidos pela reportagem, mostram que a dívida total chegou a R$ 2,521 bilhões, mas, após negociações, caiu para R$ 411,8 milhões.
A maior parte da redução está ligada a um acordo em fase final com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), por meio de transação na dívida ativa da União. Nesse caso, o débito de R$ 2,277 bilhões foi reduzido para R$ 312 milhões.
De acordo com o procurador-geral do Município, Wandir Alan de Oliveira, os termos técnicos do acordo já estão concluídos.
“Está faltando só uma validação final dos superiores da PGFN. Por ser uma transação muito grande, ela requer autorização da diretoria. A expectativa é que, na próxima semana, seja enviada a minuta para revisão e assinaturas”, afirmou.
Para a Prefeitura, não há mais pendências técnicas ou documentais. O Paço, porém, não detalhou os termos finais de pagamento do saldo remanescente, que envolve débitos com a União, Receita Federal e FGTS. Informou apenas que as parcelas não devem ultrapassar R$ 2,5 milhões mensais, com prazos entre 60 e 120 meses, conforme a natureza das dívidas.
Queda nas dívidas trabalhistas e com fornecedores
O primeiro ano da atual gestão também registrou redução expressiva nas dívidas trabalhistas. Com a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho, os débitos caíram de R$ 96,9 milhões para R$ 7,6 milhões. Já os precatórios trabalhistas foram reduzidos de R$ 81,8 milhões para R$ 46,8 milhões.
A Prefeitura também garante que o novo cenário traz “previsibilidade, controle e capacidade de gestão” e rompe com o histórico de “crescimento desordenado do passivo”.
Além disso, a administração colocou em prática um plano de reavaliação e parcelamento das dívidas com fornecedores, que somavam R$ 65,3 milhões e foram reduzidas para R$ 45,3 milhões. Os credores foram classificados entre essenciais, litigiosos e inativos, com prioridade para pagamentos considerados críticos, como combustível, locação de máquinas e veículos.
Os acordos preveem descontos de até 40%, negociados individualmente, com parcelamentos entre 12 e 48 meses.
Comurg Sandro Mabel Prefeitura de Goiânia


