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Estado aposta na expansão das florestas plantadas, recuperação de pastagens degradadas e incentivos ao setor para suprir demanda por celulose, papel e biomassa e fortalecer a base industrial goiana
Governo de Goiás lança Plano de Desenvolvimento do Setor Florestal para impulsionar silvicultura e atrair indústrias
15/01/2026, às 18:09 · Por Redação
Diante da crescente demanda mundial por produtos de base florestal, como celulose, papel e biomassa energética, o Governo de Goiás lançou nesta quinta-feira (15/01), por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o Plano de Desenvolvimento do Setor Florestal de Goiás. A iniciativa estabelece diretrizes para ampliar a produção florestal, estruturar zonas produtivas e estimular investimentos no beneficiamento industrial.
O plano é fundamentado no Plano Diretor Estadual do Setor de Base Florestal, que reúne estudos edafoclimáticos, logísticos e econômicos para orientar a expansão sustentável da cadeia produtiva.
Dados do IBGE, no boletim Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura 2024, mostram que o setor florestal movimentou R$ 44,2 bilhões em 2024, alta de 16,7% em relação a 2023. A silvicultura respondeu por R$ 37,2 bilhões, crescimento de 17,4%.
Em Goiás, a lenha de eucalipto segue como principal ativo da silvicultura, com produção de 3,2 milhões de metros cúbicos em 2024, mantendo o estado entre os maiores produtores nacionais de biomassa energética. O maior avanço, porém, foi na produção de madeira em tora de eucalipto, destinada à indústria de papel e celulose: 880,8 mil metros cúbicos, crescimento de 228%, enquanto o valor da produção aumentou 921%.
O Estado também se destaca na produção de borracha natural e possui atualmente 123,2 mil hectares de florestas plantadas, que movimentaram R$ 782,6 milhões em 2024. Segundo a Seapa, há forte potencial de expansão, favorecido pelas condições climáticas do Cerrado e pela disponibilidade de áreas.
De acordo com o secretário de Agricultura, Pedro Leonardo, o setor florestal é estratégico para sustentar o crescimento industrial de Goiás. “A produção de base florestal não tem acompanhado a expansão das agroindústrias e da mineração. E são justamente esses setores que demandam biomassa e insumos florestais”, afirmou.
Ele ressaltou que Goiás possui cerca de 7,5 milhões de hectares de pastagens degradadas ou em algum estágio de degradação, áreas que podem ser recuperadas por meio da silvicultura. “São regiões aptas para o cultivo florestal, capazes de suprir matéria-prima, atrair indústrias e recuperar áreas produtivas”, destacou.
O plano, instituído pela Lei nº 21.674/2022, reconhece o setor florestal como estratégico e propõe um conjunto de medidas governamentais e privadas para tornar Goiás mais atrativo aos investimentos. Entre elas estão a desburocratização de licenciamentos ambientais, incentivos tributários, qualificação de mão de obra e ampliação do acesso ao crédito.
Pedro Leonardo ressalta que a proposta é articular linhas já existentes no BNDES e no FCO Rural, além da criação de linhas específicas pela Goiás Fomento, com prazos mais longos de carência. “O retorno financeiro da silvicultura é de médio e longo prazo. O crédito precisa acompanhar essa característica”, explicou.
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