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Prefeito modera discurso sobre judicialização, elogia atuação do governador no transporte coletivo e fala em “sentimento de gratidão” ao Estado
Mabel ameniza embate com Caiado e diz que “não há briga” sobre mudanças na CMTC
13/01/2026, às 16:38 · Por Redação
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), modulou o discurso sobre a possibilidade de acionar a Justiça contra a estadualização da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) e procurou amenizar os recentes embates com o governador Ronaldo Caiado (UB). “Não existe briga nessa história”, afirmou, ao tratar do tema em entrevista coletiva nesta segunda-feira (12), no Paço Municipal.
De acordo com Mabel, a Prefeitura ainda avalia, do ponto de vista técnico, os impactos da mudança na governança do sistema. “A questão estrutural nós estamos observando, analisando, chamamos uma pessoa técnica para poder analisar”, disse, ao ser questionado sobre a eventual judicialização.
O prefeito também adotou tom conciliador ao se referir ao governador, especialmente no contexto do transporte coletivo. “Eu tenho o maior respeito pelo governador e, sobretudo, nessa área. Eu, como prefeito de Goiânia, elegi que o transporte coletivo é prioridade em Goiânia”, afirmou.
As declarações ocorrem três dias depois de Caiado ter dito que “não entendia” as críticas de Mabel à reestruturação do sistema e ter cobrado “gratidão” dos prefeitos da Região Metropolitana pelo aporte estadual no subsídio tarifário. Nesta segunda, o prefeito endossou o discurso e afirmou que “não só os prefeitos, mas a população em geral têm que ter um sentimento de gratidão ao governador”.
“O governador, na época da pandemia, teve a coragem de enfrentar esse problema. É um problema grave no Brasil inteiro. As empresas acreditaram, os municípios acreditaram. Isso tudo nós temos que reconhecer. É um legado que ele deixa”, declarou.
Mabel também destacou ações em andamento na área de mobilidade, como a metronização de corredores de BRT, modernização da frota, integração do controle semafórico ao sistema de transporte e ajustes na infraestrutura, incluindo terminais. Para o prefeito, eventuais falhas devem ser tratadas de forma conjunta entre Estado e municípios.
A mudança de tom ocorre após semanas de críticas públicas à lei complementar que transferiu a CMTC para a esfera estadual. Antes, Mabel chegou a falar em “risco de retrocesso”, “inconstitucionalidade” e confirmou que estudava acionar o Tribunal de Justiça de Goiás. A inflexão no discurso reforça um movimento de distensão política entre Paço Municipal e Palácio das Esmeraldas em torno do comando do transporte coletivo metropolitano.
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