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Goiânia, 13/01/26
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Empresa não pagou salários de dezembro, Justiça do Trabalho negou tutela de urgência e trabalhadores se mobilizam para possível paralisação nesta segunda-feira (12/01)

Funcionários da Rápido Araguaia articulam paralisação após atraso de salários em Goiânia

12/01/2026, às 10:19 · Por Redação

Os colaboradores da empresa Rápido Araguaia vivem um cenário de incerteza após o não pagamento dos salários referentes ao mês de dezembro de 2025. Diante do atraso, trabalhadores articulam uma paralisação para esta segunda-feira (12), em Goiânia.

A mobilização ganhou força após o Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores no Transporte Coletivo Urbano de Goiânia e Região Metropolitana ingressar com uma ação trabalhista coletiva na 8ª Vara do Trabalho de Goiânia, vinculada ao Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região.

O processo pede tutela de urgência para obrigar a empresa a quitar os salários, cujo prazo legal terminou em 7 de janeiro, conforme o artigo 459 da CLT. Em decisão inicial, no entanto, a Justiça do Trabalho indeferiu, por ora, o pedido.

O magistrado reconheceu a natureza alimentar do salário e a gravidade da mora salarial, mas ponderou que a medida teria “elevado impacto coletivo” e possível efeito irreversível. Segundo o despacho, a empresa alegou não ter condições financeiras imediatas para cumprir a obrigação, o que levou o juiz a determinar a abertura do contraditório antes de decidir de forma definitiva.

A Rápido Araguaia foi intimada a se manifestar no prazo de 48 horas. O juízo também determinou a ciência ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), diante da relevância social do caso.

Apesar da decisão provisória, a insatisfação entre os trabalhadores segue crescente. Em vídeos divulgados nas redes sociais, representantes sindicais afirmam que a categoria permanece mobilizada e classificam o atraso salarial como “inadmissível”, citando reincidência da empresa.

Por meio de nota, a Rápido Araguaia informou que tem conhecimento de mensagens nas redes sociais sobre possível paralisação, mas afirmou que o sindicato não comunicou oficialmente qualquer movimento. A empresa declarou ainda que mantém diálogo com a categoria e que há reunião marcada para esta segunda-feira (12/01).

De acordo com a CMTC, negociações com a Prefeitura de Goiânia “avançaram significativamente”, com expectativa de regularização dos repasses no início da semana. A empresa também disse aguardar a normalização de repasses por Aparecida de Goiânia, Trindade e Goianira, e pediu apoio dos colaboradores para evitar prejuízos à população.