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Mesmo após quebras de sigilo, análise de dados bancários, buscas em mata e checagem de voos, Polícia Civil ainda não encontrou pistas sobre o paradeiro de Érica Luciana Machado. Investigação segue sem prazo para terminar
Caso de biomédica desaparecida completa 70 dias sem novas pistas em Goiás
09/01/2026, às 15:27 · Por Redação
O desaparecimento da biomédica Érica Luciana Machado, de 47 anos, completa 70 dias nesta sexta-feira (9) sem que a Polícia Civil tenha conseguido esclarecer o paradeiro dela. Apesar de uma série de medidas investigativas, o caso segue sem respostas concretas.
De acordom com a delegada Aline Lopes, responsável pelo inquérito em Anápolis, foram realizadas quebras de sigilo telefônico, telemático e bancário, além de checagens em aplicativos, plataformas digitais e companhias aéreas. Nenhuma dessas frentes trouxe indícios capazes de apontar a localização da biomédica.
“Toda a movimentação possível pelo celular foi analisada — Uber, 99, Netflix, Airbnb, Booking — e não revelou nenhum elemento novo”, afirmou a delegada. A polícia também consultou a Polícia Federal e empresas aéreas, mas não há registro de que Érica tenha viajado ou deixado o país.
Na análise bancária, foi confirmada apenas uma movimentação já conhecida: uma transferência de R$ 10,4 mil para a mãe, feita pouco antes do desaparecimento.
Com base nos últimos dados de localização, a polícia ampliou as buscas em campo, com apoio do Corpo de Bombeiros e cães farejadores, passando de um raio inicial de dois quilômetros para quase oito quilômetros, em áreas de mata próximas ao local onde o carro foi encontrado, em Corumbá de Goiás. Mesmo assim, nenhum objeto pessoal, como o celular, foi localizado.
A principal hipótese considerada pela polícia é a de afastamento voluntário, já que familiares e amigos relataram que Érica demonstrava desejo de se isolar e “sumir”. Antes de desaparecer, ela teria dito à mãe que poderia demorar a voltar para casa porque queria “espairecer a cabeça”.
Érica foi vista pela última vez após sair de Alexânia para comprar ração e verificar um problema no carro. O veículo foi encontrado depois, com pane mecânica. Ela chegou a pedir ajuda a um mecânico e gravou um áudio que, segundo a polícia, não indicava surto ou desorientação.
Apesar da hipótese principal, a Polícia Civil afirma que nenhuma linha de investigação foi descartada. “Enquanto houver algum indício a ser trabalhado, nós não vamos parar”, declarou a delegada.
As investigações seguem sem prazo para conclusão.
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