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Esses pedidos correspondem apenas às ocorrências registradas formalmente por moradores e motoristas
Chuvas aumentam solicitações de tapa-buracos em Goiânia
08/01/2026, às 13:14 · Por Redação
O aumento da frequência das chuvas em Goiânia nas últimas semanas tem provocado a intensificação de um problema recorrente na capital: o crescimento do número e do tamanho dos buracos nas ruas, especialmente em vias de maior fluxo de veículos. De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), há atualmente 127 solicitações de tapa-buracos em aberto no município.
Esses pedidos correspondem apenas às ocorrências registradas formalmente por moradores e motoristas, o que, segundo a própria secretaria, não reflete a totalidade dos problemas existentes, já que muitos só são identificados durante ações de rotina das equipes nos bairros.
Conforme a Seinfra, o prazo médio para atendimento é de até cinco dias úteis após a solicitação. A maior concentração de chamados está nos setores Jardim Petrópolis, Setor Sul, Setor Marista, Jardim América e Residencial Alice Barbosa.
Levantamento da reportagem, no entanto, identificou buracos em diferentes regiões da capital, como Parque Amazônia, Negrão de Lima, Jardim das Esmeraldas, Nova Suíça, Vila Nova, Goiânia 2 e Pedro Ludovico. Neste último, teve início nesta quarta-feira (7) a obra de recapeamento da Avenida 4ª Radial, que opera com interdição parcial. A prefeitura não informou o prazo para conclusão do serviço.
No aplicativo Waze, apenas no entorno do Terminal Isidória, no Setor Pedro Ludovico, motoristas registraram a presença de ao menos 17 buracos, sendo cinco apenas na Rua 1.043. Ao longo da Marginal Botafogo, há relatos de outros oito pontos críticos. Em toda a cidade, o aplicativo indica mais de 220 ocorrências relacionadas a problemas na pavimentação.
Segundo o engenheiro de Transportes e especialista em geotecnia Maurício Barbosa, do Fórum de Mobilidade Mova-se, a chuva não é a causa direta dos buracos, mas acelera a deterioração do asfalto. “A água infiltra pelas trincas já existentes, atinge as camadas mais baixas do pavimento e, com o tráfego, provoca o rompimento da estrutura. É isso que faz os buracos surgirem e crescerem mais rapidamente”, explica.
Ele ressalta ainda que a situação se agrava em vias sem drenagem adequada e pode ocorrer inclusive em ruas recém-recapeadas. “Nem sempre é falha na obra. Muitas vezes é a falta de drenagem associada ao grande volume de água e ao tráfego pesado”, afirma.
Além dos danos aos veículos, Barbosa alerta para os riscos à segurança viária. “A lâmina d’água muitas vezes esconde os buracos. Ao tentar desviar, o motorista pode fazer movimentos bruscos e provocar acidentes, principalmente envolvendo motociclistas.”
A Seinfra informou que, quando a atual gestão assumiu, havia um passivo de cerca de 25 mil solicitações acumuladas. Para enfrentar o problema, a secretaria ampliou equipes, equipamentos e o uso de tecnologia para mapeamento das demandas.
Segundo a pasta, 285 mil buracos foram tapados em 2025, contra cerca de 157 mil no mesmo período de 2024. Somente em janeiro deste ano, foram realizados 36.769 reparos, frente a 28.347 no primeiro mês do ano passado. Ao longo de 2025, a prefeitura afirma ter utilizado aproximadamente 45 mil toneladas de massa asfáltica nas operações.
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