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Goiânia, 13/01/26
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Comentário sobre ação dos EUA contra Maduro motivou gritos de fiel e reação do santuário basílica; basílica pediu desculpas aos devotos

Fala de padre sobre Trump e Venezuela provoca revolta durante missa em Trindade

08/01/2026, às 09:45 · Por Redação

Um comentário do padre Anemézio Machado Parreira sobre a atuação do presidente dos Estados Unidos envolvendo a Venezuela provocou reação de um fiel durante uma missa na Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade, no último domingo (4/1). O episódio foi registrado por participantes e compartilhado nas redes sociais, gerando repercussão regional.

Durante a homilia, o sacerdote abordou a recente ação internacional em que forças norte-americanas capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro no sábado anterior. Ele pediu orações para que Deus “toque o coração” do presidente americano Donald Trump e que as nações respeitem a soberania alheia. “Nós precisamos rezar. Pedir a Deus que toque no coração daquele Trump para que ele respeite o direito do outro”, disse o padre em referência a Trump.

O sacerdote também mencionou o Brasil ao comentar o tema internacional. “Não vamos pensar que é só a Venezuela que está na mira; o Brasil também está na mira. O Brasil também tem muita riqueza”, afirmou.

Logo após a fala, um dos fiéis presentes levantou-se e começou a gritar dentro da basílica, demonstrando revolta com a inserção de política internacional na celebração religiosa. A tensão foi registrada em vídeo por frequentadores e circulou nas redes sociais. Apesar da reação, o padre continuou a missa e logo depois conduziu uma oração pedindo pela conversão dos corações.

O episódio provocou comentários em plataformas digitais, com usuários questionando a relação entre religião e política. “A homilia não é para fazer politicagem, isso é fruto da Teologia da Libertação, marxismo infiltrado na Igreja, deveria estar falando de Jesus, dos milagres e não de ditador narcotraficante!”, escreveu um internauta em resposta às imagens.

Em nota ao jornal O Popular, o Santuário Basílica do Divino Pai Eterno reconheceu que a situação “causou desconforto e constrangimento entre os fiéis e devotos presentes” e pediu “sinceras desculpas a todos aqueles que se sentiram ofendidos ou atingidos por esse episódio”. O Santuário informou que o sacerdote foi orientado e reiterou “seu compromisso com a missão de evangelizar, em comunhão com a Igreja e com os princípios que regem a vida pastoral do Santuário, juntamente com os demais religiosos redentoristas que aqui exercem seu ministério”.

O episódio ocorreu um dia depois de uma ofensiva militar dos EUA que resultou na captura de Maduro, e na qual Trump afirmou ter testemunhado o momento em que o presidente venezuelano foi preso e descreveu a operação para jornalistas como um “trabalho maravilhoso”.