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Capital soma 158,2 mm em sete dias, diante de média histórica de 247,8 mm; previsão indica redução das chuvas no fim de semana
Goiânia já acumula 64% da chuva prevista para janeiro
08/01/2026, às 09:33 · Por Redação
Goiânia registrou, na primeira semana de janeiro, 64% do volume médio de chuva esperado para todo o mês. Até o fim da tarde desta quarta-feira (7/1), foram contabilizados 158,2 milímetros (mm) de precipitação, diante de uma média histórica de 247,8 mm para o período. Os maiores acumulados ocorreram na região oeste da capital. As medições feitas no Lago das Rosas, na Cidade Jardim e em Campinas apontaram volumes elevados, com destaque para o Lago das Rosas, onde o acumulado superou 191,8 mm.
No local, a chuva intensa registrada na tarde de quarta provocou alagamentos. A previsão indica redução no volume de precipitações ao longo do fim de semana. Em poucas horas, a chuva atingiu índices elevados em diferentes pontos da cidade. Entre 14h e 18h, foram registrados 91,2 mm no Lago das Rosas, no Setor Oeste; 66,4 mm na região central; 53,2 mm no Setor Goiânia 2, na região norte; e 53 mm no Jardim América, no sul da capital. Também foram observados volumes de 49,8 mm na Cidade Jardim e 45,6 mm no Setor Campinas. O acumulado em curto intervalo foi suficiente para provocar transtornos em diversas regiões.
Durante a tarde, sete alertas de risco de alagamento foram emitidos para moradores, número próximo ao registrado na segunda-feira (5/1), quando houve nove avisos em um único dia. As notificações apontaram risco em trechos da Marginal Botafogo e das avenidas Deputado Jamel Cecílio e Independência, além de setores como Vila Roriz, Goiânia 2, Cidade Jardim, Sudoeste, Vila Mauá, Jardim América, Bueno, Campinas, Aeroviário, Aeroporto, Centro e Norte Ferroviário.
Os alertas se confirmaram. Em Campinas, houve alagamentos nas proximidades do Terminal Praça A, com registro de inundação em um camelódromo da região. A Avenida Independência, além das avenidas 24 de Outubro e Anhanguera, também ficou tomada pela água. No Setor Oeste, a Avenida Anhanguera, em frente ao Lago das Rosas, e a Avenida A, nas imediações do Hospital do Coração Anis Rassi, sofreram com o acúmulo de água. Um trecho em frente ao parque municipal chegou a ser interditado pela Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET), e um ônibus ficou ilhado durante o alagamento.
Na Marginal Botafogo, a água proveniente das vias adjacentes causou alagamentos, sem extravasamento do córrego. Por volta das 17h20, houve interdições na altura da via expressa com a Avenida Independência, no Setor Central, além de bloqueios na entrada da marginal pela Avenida 2ª Radial, no Setor Pedro Ludovico, e pela Avenida 87, no Setor Sul. As vias foram liberadas entre 18h15 e 18h30, após a diminuição da chuva e do nível do curso d’água.
Também foram registrados alagamentos na Rua 44, no Setor Norte Ferroviário, onde ocorre a Feira da Madrugada, e em pontos da Avenida Castelo Branco, nas proximidades da Marginal Cascavel, no Bairro Rodoviário. Situações semelhantes foram observadas na Avenida T-9, no Jardim América; na Avenida T-8 com a T-2, no Setor Bueno; e na Avenida C-1, nas imediações da Santa Casa de Misericórdia.
Com os volumes desta quarta-feira, o acumulado do mês chegou a mais de 191,8 mm nas proximidades do Lago das Rosas; 190,4 mm na Cidade Jardim; 169,8 mm em Campinas; e 158,2 mm no Centro, referência para a média da capital. Na região noroeste, o Jardim Curitiba registrou 151,2 mm. Já os menores volumes foram observados na Vila Pedroso (42 mm), Jardim Guanabara (51,6 mm) e Parque Atheneu (53,8 mm).
Ao jornal O Popular, o gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), André Amorim, disse que há variações significativas entre as regiões da cidade. “Se formos olhar as várias regiões, vamos ver realmente que tem uma nuance. Tem lugar onde está chovendo bem abaixo da climatologia e têm locais que estão mais próximos. Mas, pegando pelo Centro, onde temos a referência climatológica, realmente há um volume interessante de chuvas já ocorrido nos sete primeiros dias do ano”, afirmou.
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