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Chuva intensa na nascente fez o nível do rio subir quase quatro metros em poucas horas; instituições históricas e hospital reforçaram planos de emergência
Cidade de Goiás está em alerta com cheia do Rio Vermelho
07/01/2026, às 09:38 · Por Redação
O aumento repentino do nível do Rio Vermelho, na cidade de Goiás, nesta última terça-feira (6), colocou em alerta instituições localizadas às margens do curso d’água, como o Museu Casa de Cora Coralina, o Instituto Biapó e o Hospital de Caridade São Pedro D’Alcântara. Apesar de não haver registro de danos estruturais, o temor de novas enchentes mobilizou equipes e ativou planos de contingência para proteger acervos históricos e pacientes.
De acordo com o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), foram registrados 134 milímetros de chuva na região da nascente do rio entre a meia-noite e as 16h15. O volume provocou uma elevação rápida das águas, que transbordaram em alguns pontos, alagando ruas e causando o extravasamento do córrego Manoel Gomes, nas proximidades da prefeitura histórica. Ruas e a ponte em frente ao hospital chegaram a ser interditadas temporariamente.
O gerente do Cimehgo, André Amorim, explicou que o nível do rio saltou de cerca de 53 centímetros, por volta das 6h, para quase quatro metros ao meio-dia, em um intervalo de poucas horas. “Transbordou, alagou algumas ruas. No período da tarde a água baixou, mas a corrente traz resíduos e troncos, o que sempre deixa sequelas”, afirmou. Ele alertou ainda para o risco de novas chuvas fortes até quinta-feira (8), devido à atuação de uma zona de convergência.
Embora a água não tenha ultrapassado a ponte próxima ao Museu Casa de Cora Coralina e ao Instituto Biapó, o nível chegou perto. O presidente do instituto, Sérgio Siqueira, disse que a equipe segue em monitoramento constante. “Se a Defesa Civil entender que é necessário desocupar o imóvel, estaremos de prontidão”, afirmou.
A diretora do museu, Marlene Vellasco, relatou que a água atingiu apenas o porão do prédio, sem causar danos, mas destacou a preocupação permanente. “Caso seja necessário retirar o acervo, ele é levado para o Santuário do Rosário. O rio continua assoreado e o período chuvoso sempre nos deixa apreensivos”, disse.
No Hospital São Pedro D’Alcântara, não houve necessidade de remoção de pacientes. Segundo o diretor da Aspag, Frei Cristiano Bhering, a unidade mantém contato direto com a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Estado da Saúde. Em fevereiro de 2024, pacientes precisaram ser transferidos após uma cheia do rio.
Monitoramento
O Cimehgo informou que está implantando uma rede de monitoramento ao longo do Rio Vermelho, com pluviômetros automáticos instalados na nascente. O sistema permite acompanhar o volume de chuva a cada dez minutos e antecipar a elevação do nível do rio.
“Nós já conseguimos estimar em quanto tempo a água chega à cidade. Nesta terça, com o nível ainda baixo, já tínhamos equipes mobilizadas. Isso possibilitou a emissão de alerta laranja e o acionamento rápido da Defesa Civil”, explicou Amorim.
Cidade de Goiás Alerta Alagamentos Rio Vermelho
