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Goiânia, 12/01/26
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Desembargador Maurício Miranda, de 60 anos, morreu em Goiânia após sofrer insuficiência respiratória aguda

Casos de leptospirose crescem em Goiás; desembargador teve morte suspeita

06/01/2026, às 11:20 · Por Redação

Goiás registrou 34 casos confirmados de leptospirose em 2025, número superior ao de 2024, quando foram contabilizadas 25 infecções. No ano passado, sete ocorrências foram registradas em Goiânia, cidade onde morreu o desembargador Maurício Miranda, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Há suspeita de que o magistrado tenha contraído a doença.

Miranda, de 60 anos, morreu no domingo (4/1), três dias após ser internado, em 1º de janeiro de 2026, no Hospital Jacob Facuri, na capital goiana. A causa da morte foi insuficiência respiratória aguda, associada a pneumonia bacteriana e hepatite transinfecciosa, com evolução para insuficiência renal e hepática.

As informações foram confirmadas ao portal Metrópoles pelo 1º vice-presidente do TJDFT, Roberval Belinati. Segundo ele, a suspeita clínica levantada durante a internação foi de leptospirose, embora ainda não haja diagnóstico conclusivo. “Após a realização de exames, passou-se a suspeitar de leptospirose. Infelizmente, apesar do tratamento adotado, não houve resposta clínica satisfatória. Na madrugada deste 4 de janeiro, o quadro evoluiu para falência renal e hepática, culminando em seu falecimento. Até o momento, não há diagnóstico definitivo, mas condições de saúde pré-existentes, como diabetes, podem ter contribuído para a gravidade do quadro e dificultado sua recuperação”, afirmou.

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás informou que não foi notificada sobre um caso confirmado de leptospirose envolvendo o Hospital Jacob Facuri. A reportagem tentou contato com a unidade hospitalar, mas não obteve resposta até a publicação.

Em âmbito nacional, outros estados registraram números mais elevados da doença. São Paulo notificou 316 casos e o Rio Grande do Sul, 255, segundo dados do Ministério da Saúde.

Quem era Maurício Miranda
Maurício Miranda tomou posse como desembargador do TJDFT em janeiro de 2023. Antes, construiu carreira no Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios, onde atuou como procurador de Justiça. No Ministério Público, ganhou projeção nacional ao atuar como promotor no caso do triplo homicídio do ex-ministro José Guilherme Villela, da esposa Maria Villela e da funcionária Francisca Nascimento da Silva, episódio conhecido como Crime da 113 Sul.

Também participou da acusação no julgamento dos jovens que atearam fogo no indígena pataxó Galdino Jesus dos Santos, em Brasília, além de ter atuado em processos relacionados ao assassinato do jornalista Mário Eugênio e ao homicídio da estudante Maria Cláudia Del’Isola. Formado em direito pela Universidade de Brasília (UnB) e em economia pelo Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), Miranda era mestre em direito pela Universidade Católica de Brasília (UCB) e lecionou direito penal por mais de 15 anos.

Antes de ingressar no MPDFT, em 1991, atuou como promotor de Justiça no Ministério Público de Goiás. Ao longo da carreira, passou pelo Júri de Taguatinga e de Brasília, pela Promotoria de Justiça Criminal de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-Vida), pela 12ª Procuradoria de Justiça Cível, pelo Conselho Superior e pela 1ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPDFT.


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