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Goiânia, 12/01/26
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ELAINE MENKE/CÂMARA DOS DEPUTADOS

O volume pago representa 74,2% da dotação inicial prevista para Goiás, que era de R$ 1,28 bilhão

Bancada goiana recebeu R$ 260 milhões no modelo de pix em 2025

05/01/2026, às 16:21 · Por Redação

O Governo Federal encerrou o exercício financeiro de 2025 com o pagamento de R$ 957 milhões em emendas indicadas por deputados federais e senadores de Goiás. O montante abrange tanto destinações individuais quanto de bancada — modalidades de execução obrigatória (impositivas). Desse total, R$ 260 milhões foram repassados via transferências especiais, as chamadas "emendas pix", que permitem o envio direto de recursos a estados e municípios sem finalidade vinculada previamente.

O volume pago representa 74,2% da dotação inicial prevista para Goiás, que era de R$ 1,28 bilhão. Ao longo do ano, as indicações empenhadas somaram R$ 1,22 bilhão. Como o pagamento efetivo ficou em R$ 957 milhões, a diferença de aproximadamente R$ 265 milhões deve ser executada em 2026, sob a forma de restos a pagar. Os dados foram extraídos do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), do Ministério do Planejamento e Orçamento, com atualização referente ao último dia 31 de dezembro.

Ranking na Câmara Federal

Entre os deputados federais, Silvye Alves (UB) liderou o volume de recursos liberados, com R$ 37,1 milhões pagos. A parlamentar destacou que as verbas foram aplicadas em áreas como saúde, autismo, causa animal e defesa da mulher, incluindo a viabilização da Casa Coração, em Anápolis.

Logo atrás, figuram os deputados Célio Silveira (MDB), com R$ 36,9 milhões; Magda Mofatto (PRD), com R$ 36,7 milhões; e Professor Alcides (PL), com R$ 36,4 milhões. Na outra ponta, Adriana Accorsi (PT) registrou o menor valor pago (R$ 20,3 milhões), embora possua um montante empenhado de R$ 35,7 milhões. A parlamentar atribuiu a diferença à natureza de suas indicações — como segurança e cultura —, cujos processos de execução são naturalmente mais lentos que os da saúde.

Senado

No Senado, Jorge Kajuru (PSB), vice-líder do governo, obteve 100% de aproveitamento: teve R$ 68,5 milhões empenhados e o mesmo valor integralmente pago. Kajuru creditou o resultado ao diálogo constante com os ministérios.

Wilder Morais (PL) somou R$ 64,5 milhões pagos, ressaltando, via assessoria, a importância do acompanhamento técnico junto aos municípios para evitar travas burocráticas. Já Vanderlan Cardoso (PSD) teve o menor volume pago entre os senadores (R$ 45 milhões), apesar de possuir empenhos que somam R$ 68,4 milhões, seguindo a tendência de recursos que devem ser quitados no início do próximo ano.

 


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