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Goiânia, 13/01/26
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Parentes afirmam que Natali Vieira passou a ser isolada e manipulada após iniciar relacionamento com o suspeito, preso por feminicídio em Goiânia

Família diz que mulher assassinada a facadas vivia relação marcada por controle havia cinco meses

30/12/2025, às 09:00 · Por Redação

A família de Natali Vieira, de 33 anos, afirma que o relacionamento dela com Djanir Brito, de 37, durava cerca de cinco meses e foi marcado por controle e isolamento. Natali foi morta a facadas pelo companheiro na última sexta-feira (26/12), na Vila Montecelli, em Goiânia.

Segundo relatos de parentes, o comportamento da vítima mudou após o início do relacionamento. Uma familiar disse ao jornal O Popular que Natali passou a ser manipulada pelo suspeito. “Esse homem, desde o início que ele entrou na vida da Natali, ela virou outra pessoa. Ele a manipulava. Não deixava ela ter nem o próprio telefone”, afirmou.

Natali deixou três filhos do primeiro casamento. De acordo com a família, o pai das crianças morreu há cerca de um ano. A vítima morava em Aragoiânia e se mudou para a capital para viver com o companheiro. Em desabafo, uma parente afirmou que a família enfrenta um momento de profunda dor. “Ele destruiu uma família e deixou três crianças órfãs”, disse.

Nas redes sociais, familiares também se manifestaram. “Não consigo acreditar nisso. Não entra na minha cabeça que uma coisa dessa aconteceu, minha prima, meu amor. Tão nova, cheia de vida, de sonhos, meus priminhos sem a mãe? Por que, meu Deus?”, escreveu uma prima. Parentes relataram ainda que, ao longo dos meses, a manipulação e o isolamento se intensificaram, com restrições ao convívio social e ao uso de objetos pessoais.

Prisão
Em vídeo exibido pela TV Anhanguera, o suspeito aparece confessando o crime. Nas imagens, Djanir afirma que discutiu com a companheira e perdeu o controle. “Quando eu vi, já tinha acontecido”, disse.

À Polícia Civil, o homem relatou detalhes do ataque. “Nós estávamos brigando, eu vi a faca e dei a facada nela. Eu dei três facadas nela”, declarou no momento da prisão. Após o crime, ele fugiu em um veículo do pai, mas foi localizado pela Polícia Militar em uma residência e confessou o homicídio.

O suspeito foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. Ele foi autuado por feminicídio. A Defensoria Pública do Estado de Goiás informou que não comenta o caso, que tramita sob segredo de Justiça. A Polícia Civil instaurou inquérito e segue com as investigações.


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