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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Entre os alvos o tenente-coronel Guilherme Marques Almeida, que comandava batalhão do Exército em Goiânia
PF cumpre prisões domiciliares em Goiás e mais sete estados contra condenados por trama golpista
28/12/2025, às 07:48 · Por Redação
A Polícia Federal cumpriu neste sábado (27/12) dez mandados de prisão domiciliar em Goiás e outros sete estados contra condenados pela trama golpista ligada ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os alvos está o tenente-coronel do Exército Guilherme Marques Almeida, que comandava o Primeiro Batalhão de Operações Psicológicas, em Goiânia.
As ordens foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um dia após a prisão do ex-diretor da PRF Silvinei Vasques no Paraguai. Segundo apuração da TV Globo, Guilherme Marques Almeida estava em local diverso do informado às autoridades, mas fez contato e se desloca para cumprir a medida em sua residência.
Além de Goiás, os mandados foram executados no Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal, com apoio do Exército Brasileiro em parte das diligências. As prisões domiciliares incluem o uso de tornozeleira eletrônica.
A decisão alcança ainda Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, Filipe Garcia Martins Pereira, Giancarlo Gomes Rodrigues, Ângelo Martins Denicoli, Ailton Gonçalves Moraes Barros, Fabrício Moreira de Bastos, Bernardo Romão Corrêa Netto e Marília Alencar. Entre as medidas cautelares impostas estão a proibição de uso de redes sociais, de contato com outros investigados, a entrega de passaportes, a suspensão de documentos de porte de arma e a restrição de visitas.
Ao determinar as medidas, Moraes afirmou haver indícios de estratégia para evasão do país por parte de condenados. O ministro citou episódios de fuga e sustentou que o “modus operandi” indica planejamento para deixar o território nacional com auxílio de terceiros.
As prisões decorrem de ações penais julgadas pela Primeira Turma do STF, que reconheceu a atuação estruturada e permanente de organização criminosa armada voltada à tentativa de golpe de Estado e aos atos de 8 de janeiro de 2023. Na Ação Penal 2694, Guilherme Marques Almeida foi condenado a 13 anos e 6 meses de prisão.
Operação
Em fevereiro de 2024, o militar foi alvo de busca e apreensão na Operação Tempus Veritatis, da PF, em residência na Vila Militar, no Setor Marista, em Goiânia, que apurou o chamado “Núcleo de Desinformação e Ataques ao Sistema Eleitoral”. Dias depois, o Exército o exonerou do comando do batalhão, cargo que havia assumido poucas semanas antes.
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