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Divulgação - Secom Goiás
Secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, voltou ao centro das articulações para ocupar a vaga de vice-governador na chapa a ser liderada por Daniel Vilela nas eleições de 2026
Adriano Rocha Lima vira favorito para ser vice de Daniel Vilela
27/12/2025, às 07:45 · Por Redação
O secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, voltou ao centro das articulações para ocupar a vaga de vice-governador na chapa a ser liderada por Daniel Vilela nas eleições de 2026. A retomada de seu nome nos bastidores ocorre em meio a sinais emitidos pelo governador Ronaldo Caiado, que encerra o ano pré-eleitoral reforçando o próprio protagonismo na definição da composição majoritária.
Aliado próximo e primo do governador, Adriano foi o primeiro nome citado para a vice ainda em maio, em razão da relação de confiança com Caiado e da leitura estratégica de longo prazo, especialmente diante da possibilidade de cenários políticos após 2030. Nas últimas semanas, deputados estaduais passaram a avaliar que as falas públicas do governador, ancoradas no conceito de “hierarquia da política”, indicam uma escolha pessoal para o posto.
Além de Adriano, outros nomes seguem no radar da base governista. O ex-deputado federal e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, aparece como opção ligada ao agronegócio e ao eleitorado conservador. Filiado ao União Brasil, Schreiner avalia migração para o PSD com o objetivo de ampliar viabilidade partidária. Outro citado é o ex-senador Luiz Carlos do Carmo, hoje no Podemos, apontado como representante do segmento evangélico.
Apesar das especulações, Adriano da Rocha Lima tem adotado postura discreta. Em entrevista ao jornal O Popular, afirmou que tratou do tema apenas uma vez com o governador, para se colocar à disposição, sem promover articulações. “Estou absolutamente disponível para contribuir onde for mais adequado. Procuro não abordar demais esse assunto”, disse. Ele também relatou não ter tratado da possibilidade com Daniel Vilela, para evitar qualquer interpretação de movimentação indevida.
Sinais recentes reforçaram a leitura de fortalecimento do secretário. Em confraternização promovida pelo líder do governo na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), deputado Talles Barreto (UB), Caiado elogiou José Mário Schreiner, mas destacou que a decisão caberá a ele, em respeito à “hierarquia da política”. O discurso foi interpretado por aliados como reafirmação da autoridade do governador sobre a escolha.
Na semana seguinte, Adriano participou de um jantar com o presidente da Alego, Bruno Peixoto (UB), além de deputados estaduais e diretores da Casa. Mesmo assim, mantém discurso de cautela. “O governador é um político experimentado. Se a gente vai falar de política, eu sou um estagiário e ele é um catedrático”, afirmou.
Enquanto isso, Schreiner intensificou agendas públicas, reuniões com lideranças partidárias e ações no setor agropecuário, além de ampliar presença em eventos no interior. Já Luiz do Carmo declarou estar aberto a arranjos que permitam eventual retorno de Caiado ao governo em 2031, hipótese considerada por governistas a depender do desfecho da disputa presidencial de 2026.
Outros nomes também circulam na base aliada, como o ex-prefeito de Rio Verde Paulo do Vale (UB), a secretária estadual de Educação Fátima Gavioli e lideranças do Entorno do Distrito Federal. A definição, porém, segue concentrada nas mãos de Caiado, que deve conduzir a escolha em diálogo com Daniel Vilela e o grupo político.
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