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Tarcísio Abreu afirma que mudanças na mobilidade geraram ganhos de fluidez e diz que próximas ações incluem corredores na T-10 e T-55
Titular da SET avalia gestão como positiva e projeta novos corredores em Goiânia
26/12/2025, às 07:56 · Por Redação
O titular da Secretaria de Engenharia de Trânsito (SET) de Goiânia, Tarcísio Abreu, avaliou como positivo o primeiro ano da política de mobilidade adotada pela gestão do prefeito Sandro Mabel (UB). Em entrevista ao jornal O Popular, o secretário afirmou que as intervenções realizadas em 2025 seguiram um planejamento prévio, geraram ganhos reais de fluidez e exigiram enfrentamento de resistências por alterarem hábitos consolidados na cidade.
A primeira medida da atual gestão ocorreu em 2 de janeiro, com a retirada de um semáforo no cruzamento da Avenida Jamel Cecílio com a Rua PL-4. A ação marcou o início de um programa voltado à desobstrução das vias arteriais e à priorização do transporte coletivo. Desde então, foram implantados corredores viários, ajustes semafóricos e o sistema de metronização, que prioriza ônibus nos cruzamentos.
Segundo Abreu, a política foi estruturada em três pilares: fortalecimento do transporte público, reorganização do trânsito e, a partir de 2026, foco na mobilidade ativa, com atenção a pedestres e ciclistas. Ele destacou que as decisões adotadas partiram de convicção técnica. “Qualquer mudança mexe na zona de conforto”, afirmou ao explicar as reações iniciais contrárias à retirada de vagas de estacionamento e à liberação dos corredores para motocicletas.
O secretário disse que a inclusão das motos nos corredores de ônibus trouxe ordenamento e não gerou prejuízos ao transporte coletivo. De acordo com ele, não houve registros de acidentes envolvendo ônibus e motociclistas nesses trechos, nem redução da velocidade média dos coletivos. Abreu também afirmou que a medida contribuiu para aliviar o tráfego nas faixas comuns.
Entre os corredores implantados estão Jamel Cecílio, Castelo Branco/Mutirão e 24 de Outubro. Conforme o titular da SET, o Programa de Desobstrução das Vias Arteriais prevê 36 corredores, somando cerca de 300 quilômetros. Ele citou ganhos superiores a 40% no tempo de deslocamento em alguns trechos, como no eixo Jamel Cecílio–Avenida 136.
O próximo corredor confirmado pela Prefeitura é o binário T-10/T-55. Abreu afirmou que o projeto envolve intervenções também em vias transversais e depende de ajustes estruturais e semafóricos. Segundo ele, experiências anteriores demonstram que os ganhos aparecem após a consolidação das mudanças.
Na entrevista, o secretário também abordou o sistema de estacionamento rotativo. Disse que o novo modelo de Área Azul está em fase final de ajustes, com mais de 10 mil vagas mapeadas em regiões como Campinas, Centro e Avenida 44. A proposta prevê que a Prefeitura assuma o controle e a fiscalização, enquanto a venda de créditos ficará centralizada no município.
Sobre os radares, Abreu afirmou que o contrato herdado da gestão anterior passou por ajustes técnicos e validações, e que os pagamentos às empresas estão sendo regularizados. Segundo ele, a implantação do sistema segue em execução.
Outro destaque foi a metronização, sistema que utiliza inteligência artificial para ajustar os semáforos conforme a aproximação dos ônibus. Abreu disse que a tecnologia tem funcionado conforme o planejado e será expandida para outros eixos, além dos corredores de BRT.
O secretário reconheceu críticas de especialistas quanto à mobilidade ativa e afirmou que o tema passa a ser prioridade em 2026, com projetos de calçadas, ciclovias e integração com o transporte coletivo. Segundo ele, a proposta da gestão é integrar modais e estimular mudanças de comportamento, aliadas a campanhas educativas.
Abreu também concordou que o elevado número de veículos representa um desafio central para a mobilidade da capital. “Temos cerca de 1,3 milhão de veículos para 1,5 milhão de habitantes”, afirmou. Para ele, a resposta passa mais por conscientização e educação no trânsito do que por medidas restritivas.
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