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Goiânia, 12/01/26
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A medida visa equilibrar as contas do instituto, que acumulava uma dívida superior a R$ 226 milhões

IMAS projeta cobrança de dependentes em modelo do Ipasgo para sanar dívidas

25/12/2025, às 20:04 · Por Redação

O Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (IMAS) passará por uma reestruturação profunda com o objetivo de reverter um cenário crítico de endividamento e garantir a continuidade do atendimento. Em entrevista à TV Anhanguera nesta quarta-feira (24), o prefeito Sandro Mabel confirmou que a autarquia pretende implementar a cobrança individualizada por dependentes, seguindo o modelo recentemente adotado pelo Ipasgo Saúde.

A medida visa equilibrar as contas do instituto, que acumulava uma dívida superior a R$ 226 milhões até março deste ano.
De acordo com o prefeito, a mudança no sistema de custeio é fundamental para corrigir distorções em que titulares pagam valores simbólicos mesmo possuindo diversos dependentes. Mabel explicou que a ideia é aplicar tarifas adequadas ao perfil de cada usuário, considerando a faixa etária para determinar o valor da contribuição. Ele ressaltou, no entanto, que a alteração não significa um reajuste geral, mas uma adequação: enquanto alguns usuários passarão a pagar pelo serviço, outros podem ter redução em suas mensalidades atuais.

Para operacionalizar essa transição e profissionalizar a administração, a prefeitura já abriu um edital visando contratar uma empresa para gerir as áreas financeira e administrativa do IMAS. O prefeito enfatizou que o controle do instituto permanecerá sob responsabilidade da administração municipal, descartando rumores sobre privatização ou terceirização total da autarquia. O foco da nova gestão será sanar o déficit mensal e regularizar os repasses aos prestadores de serviço e fornecedores.

O anúncio veio acompanhado de um alerta sobre o futuro do órgão. Mabel reiterou que esta reformulação representa a "última tentativa" de salvar o instituto, mencionando que, caso o reequilíbrio financeiro não seja atingido, a extinção do IMAS pode ser cogitada. A estratégia de gestão profissionalizada e a nova política tarifária são as apostas finais do Paço Municipal para evitar o colapso total da assistência médica dos servidores de Goiânia.

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