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Relatório final aprovado por unanimidade não recomenda indiciamentos, mas aponta falhas na medição dos serviços, na transparência e no controle operacional do consórcio
CEI do Limpa Gyn encerra trabalhos sem apontar irregularidades no contrato de limpeza urbana
23/12/2025, às 11:07 · Por Redação
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Limpa Gyn, da Câmara Municipal de Goiânia, encerrou seus trabalhos nesta segunda-feira (22) com a aprovação unânime do relatório final, apresentado pelo relator Willian Veloso (PL). O colegiado concluiu que não há indícios de ilegalidades ou desvios no contrato firmado entre a Prefeitura de Goiânia e o consórcio responsável pela limpeza urbana da capital.
Instalada em agosto, a CEI teve duração de 111 dias, realizou 15 reuniões e 13 oitivas. O encerramento ocorreu antes do prazo final, que se estenderia até 31 de dezembro. O relatório, com 83 páginas, afirma que o consórcio vem cumprindo os objetivos previstos em contrato, apesar das controvérsias levantadas ao longo das investigações.
O documento não recomenda indiciamentos nem ações judiciais, mas aponta fragilidades operacionais, como vulnerabilidades na medição dos serviços, falhas na rastreabilidade das rotas, controle da mão de obra e transparência dos dados utilizados para os pagamentos. Uma das principais críticas é o uso da medição por cubagem, em vez de tonelagem, o que, segundo o relatório, aumenta o risco de inconsistências e dificulta a fiscalização externa.
Durante a reunião final, houve divergências entre os parlamentares. O vereador Fabrício Rosa (PT) apresentou relatório em separado e defendeu a prorrogação dos trabalhos por mais 120 dias, alegando pendências relevantes. A vereadora Aava Santiago (PSDB) também criticou o encerramento antecipado e voltou a apontar a circulação de servidores entre administrações que mantêm contratos com empresas do mesmo grupo do consórcio.
Por outro lado, vereadores como Juarez Lopes (PDT), Thialu Guiotti (Avante) e Sanches da Federal (PP) elogiaram a condução da comissão e o relatório final, destacando que, apesar da ausência de crimes comprovados, as recomendações devem servir de alerta para aprimorar a fiscalização do contrato.
O presidente da CEI, Welton Lemos (SD), afirmou que evitou contatos institucionais com o Executivo durante os trabalhos para preservar a imparcialidade da comissão. O relatório final será encaminhado à Prefeitura de Goiânia, à Agência de Regulação e ao consórcio Limpa Gyn, com recomendações para ajustes na execução e no controle do contrato.
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