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Prefeito de Goiânia se reuniu com o governador para tentar reverter redução do peso da capital nas decisões do transporte coletivo, mas projeto já havia sido aprovado em primeira votação na Alego. Paço avalia questionar a constitucionalidade da lei
Mabel tenta barrar mudança na CDTC, mas Caiado mantém novo equilíbrio de forças no transporte metropolitano
23/12/2025, às 10:57 · Por Redação
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), reuniu-se nesta segunda-feira (22) com o governador Ronaldo Caiado (UB) na tentativa de reverter mudanças na composição e no funcionamento da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC). As alterações reduzem o peso da capital nas decisões sobre o transporte metropolitano e ampliam a participação do governo estadual.
Pelas novas regras, a participação de Goiânia na CDTC cai de 41,2% para 36,7%, enquanto o Estado passa de 41,2% para 47,6%. Também foi encerrado o sistema de revezamento no comando da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) entre município e governo estadual, outro ponto que gerou insatisfação no Paço Municipal.
Apesar da tentativa de articulação, quando Mabel chegou ao Palácio das Esmeraldas, no fim da manhã, a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) já havia aprovado, em primeira votação, o projeto de lei complementar que formaliza as mudanças. Caiado não sinal indica disposição para recuar e sustenta que o novo modelo apenas adequa o poder de decisão ao volume de recursos aportados por cada ente no subsídio do transporte coletivo.
De acordo com o governo estadual, a ampliação de sua participação se justifica pelo fato de o Estado ter assumido, a pedido da Prefeitura de Goiânia, o custeio das gratuidades no sistema de transporte. Em nota, Mabel afirmou que não descarta “questionar judicialmente a constitucionalidade da lei”.
Nos bastidores, o tema já vinha gerando atritos. No domingo (21), imagens de Caiado e Mabel circularam nas redes sociais mostrando uma conversa em tom mais incisivo entre os dois durante um evento social em Goiânia. Aliados confirmam que o assunto tratado foi justamente a reconfiguração da CDTC.
A estratégia do prefeito, segundo a nota divulgada, passa agora por ampliar o diálogo com os demais municípios da região metropolitana, na tentativa de construir resistência às mudanças. No governo estadual, contudo, a avaliação é de que a oposição ao novo modelo está restrita a Goiânia.
Enquanto a Alego apreciava o projeto, a CDTC realizava sua segunda reunião sem alcançar consenso sobre as alterações. Pelo regimento do colegiado, caso não haja acordo após três encontros consecutivos, cabe ao presidente exercer o chamado “voto de qualidade”. Atualmente, a presidência da CDTC é ocupada pelo secretário-geral da Governadoria, Adriano da Rocha Lima.
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