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Ex-presidente esmeraldino Sérgio Rassi convocou coletiva para apresentar os detalhes das finanças do Verdão
Goiás fecha 2025 com déficit de R$ 69,7 milhões após temporada sem conquistas
20/12/2025, às 08:16 · Por Redação
O Goiás Esporte Clube encerra a temporada de 2025 com um dos piores cenários esportivos e financeiros de sua história recente. Dentro de campo, nenhum dos objetivos traçados foi alcançado. Fora dele, o clube acumula um déficit anual recorde de R$ 69,7 milhões, conforme dados disponíveis no Portal da Transparência do próprio Goiás.
O resultado financeiro negativo refere-se ao período entre janeiro e novembro de 2025 e ainda não inclui os números de dezembro, o que indica que o rombo pode crescer. No futebol, a temporada terminou sem títulos e sem acesso. O Goiás foi eliminado pelo Vila Nova nas semifinais do Campeonato Goiano, perdeu a final da Copa Verde para o Paysandu, no Serra Dourada, e ficou fora da Série A do Campeonato Brasileiro após não conseguir o acesso na Série B, mesmo depois de liderar a competição por várias rodadas.
O desempenho esportivo gerou críticas constantes da imprensa e forte insatisfação entre os torcedores. O quadro se agravou com a divulgação dos números financeiros, que apontam investimento de R$ 82,5 milhões apenas no departamento de futebol ao longo do ano.
Diante da repercussão, o Conselho Administrativo, presidido por Aroldo Guidão, concedeu entrevista coletiva nesta semana para responder aos questionamentos sobre a gestão em 2025 e apresentar linhas gerais do planejamento para a próxima temporada. As explicações, porém, não convenceram a oposição interna, liderada pelo ex-presidente Sérgio Rassi.
Na última quarta-feira (18/12), Rassi convocou a imprensa e detalhou uma planilha com dados financeiros do clube. Além do déficit anual recorde, ele destacou o volume de contratações e as trocas constantes no comando técnico. Ao longo da temporada, o Goiás contratou 22 jogadores e teve quatro treinadores, sendo três efetivos: Jair Ventura, Vagner Mancini e Fábio Carille.
Segundo Rassi, faltaram critérios tanto nas contratações quanto na condução do futebol. Ele criticou a postura do Conselho Administrativo após a entrevista concedida na Serrinha. “Não deram uma explicação lógica ao desastre em 2025. Se quer pediram desculpas ao torcedor do Goiás”, afirmou.
O ex-presidente também voltou a criticar a estrutura de poder dentro do clube e afirmou que a oposição seguirá atuando de forma permanente. “Esse chamado poder paralelo que existe no Goiás é uma coisa nociva. Você pode mudar presidente, mudar comissões, mudar diretores de futebol, criar comissões, centros, conselhos, mas a coisa continua a mesma. A gente sabe que lá dentro, uma ou duas pessoas dão sempre a última palavra. E por incrível que pareça, até nas contratações. E muitas dessas contratações, como foi falado aqui, 22 jogadores foram contratados esse ano por um valor absurdo, quatro treinadores nos últimos meses, quer dizer, outra coisa absurda e que é dispendiosa”, disse.

Contas Déficit Goiás Esporte Clube,
