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Câmara Municipal de Santa Rosa de Goiás cassou o mandato do vereador Johnathan Adalberto Costa

Câmara cassa mandato de vereador acusado de envolvimento em morte após cavalgada

16/12/2025, às 09:39 · Por Redação

A Câmara Municipal de Santa Rosa de Goiás cassou o mandato do vereador Johnathan Adalberto Costa (PC do B), réu por envolvimento na morte do eletricista Tiago Geovane da Costa, de 35 anos, após uma confusão ocorrida durante uma cavalgada no município. Johnathan e Denismar Aparecido Soares Costa continuam presos, acusados de homicídio e de tentativa de homicídio contra um amigo da vítima, de 27 anos.

A cassação foi confirmada pelo assessor jurídico da Câmara, Fernando Almeida, ao jornal O Popular. Segundo ele, a medida ocorreu por “ausência e impossibilidade do exercício fluente do mandato, em razão da restrição duradoura da liberdade”. O ex-vereador estava preso preventivamente desde julho e havia solicitado licença do cargo por 120 dias.

O primeiro afastamento foi de 30 dias, com início em 3 de agosto. Após o término, houve pedido de prorrogação por mais 90 dias, encerrado em 6 de dezembro. Com o fim do prazo, foram contabilizadas três sessões ordinárias sem o retorno do parlamentar. Diante da ausência, a Mesa Diretora aplicou o regimento interno, que prevê a perda do mandato por falta.

Em nota divulgada anteriormente, o advogado Thales José Jayme informou que Johnathan se apresentou espontaneamente à polícia, prestou depoimento e indicou o nome da pessoa que o acompanhava no dia do crime. “Está profundamente arrependido e vai aguardar o prosseguimento das investigações”, afirmou à época.

No processo judicial, consta que a Polícia Civil apontou que o cargo ocupado por Johnathan e sua “expressiva influência” na comunidade local teriam causado temor em testemunhas e resistência da população em colaborar com as investigações. Johnathan, conhecido como Johnathan Cigano, e Denismar estão presos preventivamente na Unidade Prisional Regional de Jaraguá. O Ministério Público de Goiás ofereceu denúncia em 27 de agosto, que foi recebida pelo Judiciário no dia seguinte.

Relembre o caso
Tiago Geovane da Costa morreu após ser atingido por disparos de arma de fogo na noite de 29 de junho, depois de uma confusão durante uma cavalgada em Santa Rosa de Goiás, na região central do estado. Segundo o delegado responsável pelo caso, Kahlil Souto, a briga teve início no banheiro do evento, por motivo ainda não esclarecido.

De acordo com a investigação, após deixarem a festa, os suspeitos localizaram as vítimas na rua e efetuaram os disparos. Informações preliminares indicam que dois homens chegaram em um veículo de cor chumbo à porta de uma residência e atiraram. “Uma das vítimas foi alvejada com seis disparos e morreu no local. Tiros foram disparados pelas costas da vítima”, explicou o delegado.

O amigo de Tiago foi atingido por quatro tiros, recebeu socorro e foi encaminhado ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. O nome dele não foi divulgado.

Em 3 de julho, Johnathan se apresentou à polícia, prestou depoimento e foi liberado. O segundo suspeito não compareceu naquele momento. Oito dias depois, ambos foram presos em Trindade. A Polícia Civil informou que os investigados podem responder por homicídio qualificado e tentativa de homicídio, com agravantes de motivo torpe e impossibilidade de defesa das vítimas.


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