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Valor representa 54,5% do total obrigatório de R$ 88 milhões para a área em 2025
Prefeitura de Goiânia paga R$ 47,9 milhões em emendas impositivas da Saúde
15/12/2025, às 10:52 · Por Redação
A Prefeitura de Goiânia executou, até o início de dezembro de 2025, R$ 47,9 milhões em emendas impositivas destinadas pelos vereadores para a área da Saúde. Este valor corresponde a 54,5% dos R$ 88 milhões que, por lei, devem ser obrigatoriamente aplicados na Saúde (50% do total de R$ 176 milhões de emendas da Lei Orçamentária Anual de 2025).
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que todo o recurso pago até o momento é referente a indicações feitas para Organizações Sociais (OSs). Emendas destinadas diretamente a ações do próprio órgão municipal ainda não foram liberadas. O valor total de emendas empenhadas (recurso reservado) para a Saúde soma R$ 68,8 milhões.
Ranking de Pagamentos
O presidente da Câmara, Romário Policarpo (PRD), teve o maior valor liberado, com R$ 2,6 milhões. Seguido de perto por Bill Guerra (MDB), Léia Klébia (Podemos) e Ronilson Reis (SD), cada um com R$ 2,5 milhões pagos.
Na outra ponta da tabela, com os menores valores executados, estão:
Sabrina Garcêz (Republicanos) (atual secretária municipal de Governo): R$ 150 mil
Kátia Maria (PT) (Oposição): R$ 210 mil
Fabrício Rosa (PT) (Oposição): R$ 300 mil
Oposição Questiona Calamidade de Gestão
A vereadora Kátia Maria (PT) criticou a baixa execução de suas emendas, que foram majoritariamente destinadas para a própria Prefeitura investir em unidades de saúde e instituições parceiras.
"Parece que é mais incompetência e incapacidade do que o fato de eu ser oposição. (...) Estou cada vez mais convencida que não existe calamidade financeira, mas de gestão. Não faz sentido eu ter deixado as minhas emendas para a Prefeitura e eles não terem usado", declarou a petista.
O prefeito Sandro Mabel (UB) prorrogou o decreto de calamidade pública na área da Saúde por mais seis meses e enviou ofício à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) para análise.
Mudanças Legais Atrasaram a Execução
A diretora de Política de Saúde da SMS, Erika Fernandes Soares, explicou que o ano foi atípico devido a mudanças nos procedimentos. As emendas chegaram à pasta em março e, em maio, uma nova lei com regras de execução foi sancionada, exigindo que a SMS reprocessasse indicações que haviam sido recusadas inicialmente.
Questionada sobre a possibilidade de empenhar todas as emendas de 2025 até o final de dezembro, Érika afirmou que há determinação do prefeito e do secretário Luiz Pellizzer para que "sejam cumpridas as emendas dentro do ano de 2025", garantindo que as indicações são válidas até o final do ano.
O diálogo com os parlamentares e entidades parceiras está aberto para promover os ajustes necessários nos planos de trabalho. A maioria dos vereadores destinou 95% de suas emendas para entidades sociais (OSs), alegando demora na execução das indicações feitas diretamente para as secretarias.
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