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Divulgação - Secom Goiás

Governador de Goiás, Ronaldo Caiado, diz respeitar decisão do ex-presidente, mas afirma que seguirá no páreo e defende rompimento com o PT em 2026

Caiado mantém pré-candidatura à Presidência após anúncio de Flávio Bolsonaro

06/12/2025, às 10:28 · Por Redação

A oficialização de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência da República reorganizou o campo da direita e provocou reação imediata em Goiás. Horas após o anúncio, o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) divulgou nota afirmando que continuará na disputa pelo Planalto em 2026, apesar da escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo filho como seu sucessor político.

“Da minha parte, sigo pré-candidato a presidente e estou convicto de que no próximo ano vamos tirar o PT do poder e devolver o Brasil aos brasileiros”, declarou Caiado, ao reforçar que não pretende recuar mesmo diante da definição do PL. O governador reconheceu o direito de Bolsonaro de apoiar Flávio e afirmou que a decisão deve ser respeitada, mas sinalizou que sua estratégia passa por se manter como alternativa competitiva no espectro conservador.

O comunicado foi publicado poucas horas após Valdemar Costa Neto, presidente do PL, confirmar que Flávio receberá o apoio integral do partido para disputar o Palácio do Planalto. Segundo ele, a escolha foi definida pela família Bolsonaro e deve orientar a campanha presidencial de 2026. “Se Bolsonaro falou, está falado”, afirmou Valdemar ao anunciar o movimento.

A definição mexeu de imediato com o cenário nacional. Reações internas no PL indicam divergências sobre a viabilidade eleitoral de Flávio diante de outros nomes ventilados no campo bolsonarista. A oficialização também repercutiu no mercado financeiro, com alta do dólar e queda do Ibovespa atribuídas ao aumento da incerteza política.

Caiado, que tenta se consolidar como representante de um projeto liberal-conservador com maior trânsito no centro, avalia que há espaço para uma candidatura que dialogue além do núcleo duro do bolsonarismo. Nos bastidores, dirigentes de partidos do centro afirmam que a antecipação do nome de Flávio tende a fragmentar a direita e abrir espaço para alternativas competitivas fora do PL.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, afirmou que recebeu do pai a missão de manter o projeto político construído desde 2018. O movimento confirma a intenção do ex-presidente de preservar influência eleitoral mesmo impedido de concorrer.


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