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Goiânia, 12/01/26
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Prefeito Sandro Mabel afirma que novo contrato incluirá atribuição à empresa pública; gestão negocia dívida e projeta assinatura ainda em dezembro

Comurg voltará a coletar lixo em situação emergencial, diz Sandro Mabel

06/12/2025, às 10:03 · Por Redação

A Prefeitura de Goiânia deve reincluir a coleta de lixo entre as funções da Companhia Municipal de Urbanização (Comurg) no novo contrato de prestação de serviços que será assinado nos próximos dias. O prefeito Sandro Mabel (UB) afirmou, em entrevista ao Giro 360, podcast do jornal O Popular em parceria com a CBN Goiânia, que a empresa voltará a atuar em caso de emergência, mesmo com a continuidade do Limpa Gyn como responsável primário pela limpeza urbana.

Mabel explicou que os termos do documento seguem em finalização e que, por isso, o valor mensal ainda não está fechado, embora a projeção seja próxima de R$ 50 milhões. O contrato anterior foi firmado em outubro de 2023, prorrogado até outubro de 2025, e agora passa por revisão para definir o modelo de atuação da empresa. “Colocamos no contrato também a coleta do lixo, que hoje é feita pelo Limpa Gyn. Como é um contrato de 20 anos, não posso ficar sem alternativa caso o fornecedor deixe o serviço. A Comurg poderá atuar em situação emergencial”, disse.

Mabel declarou que a gestão está em fase final de renegociação da dívida da companhia com a União, que deve cair de R$ 2,8 bilhões para cerca de R$ 300 milhões. O acordo prevê pagamento parcelado em dez anos, com parcelas mensais entre R$ 2,36 milhões e R$ 2,6 milhões. O prefeito, porém, afirmou que pretende compensar valores com créditos que a Prefeitura busca recuperar. “Espero não pagar um centavo dessa dívida. Com recuperação de créditos, acredito que conseguiremos zerar”, afirmou.

Segundo o gestor, há valores referentes ao FGTS e recolhimentos indevidos que podem reduzir o passivo.

Avaliação
Ao fazer balanço de seu primeiro ano de administração, Mabel citou avanços como melhoria na limpeza urbana, superávit financeiro e investimentos em tecnologia, educação e mobilidade. Reconheceu, porém, dificuldades na saúde municipal e disse que enviará à Alego pedido de prorrogação da calamidade financeira apenas para a área.

A relação com a Câmara, antes marcada por tensão, foi apontada como mais estável após troca de liderança. O prefeito afirmou ter agora base consolidada entre 18 e 19 vereadores. “A Câmara está andando. O líder Wellington Bessa tem sido fundamental”, avaliou.

Mabel disse ainda que haverá mudanças pontuais na equipe de secretários caso entregas não avancem. Também pretende enviar à Câmara projeto de reforma do IMAS com cobrança de mensalidade para dependentes do plano, em modelo semelhante ao enviado pelo governo estadual para o Ipasgo Saúde.

Cenário eleitoral
Ao analisar o quadro para 2026, Sandro Mabel afirmou que Daniel Vilela (MDB) parte como favorito ao governo e que Wilder Morais (PL) pode crescer com apoio do bolsonarismo. Para o prefeito, Marconi Perillo não teria condições de se consolidar como alternativa competitiva. “Vejo Daniel e Wilder no segundo turno. O Marconi não tem o mesmo capital político que já teve”, disse.

O prefeito também defendeu mais de um candidato da base ao Senado e citou três nomes que considera preparados: Gracinha Caiado, Vanderlan Cardoso e Gustavo Mendanha.


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