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Divulgação - Câmara de Goiânia

Presidente da Câmara, Romário Policarpo afirma que a evolução se deve ao diálogo direto entre Paço e Legislativo

Seis projetos prioritários do Paço são aprovados em primeiro turno na Câmara

05/12/2025, às 10:35 · Por Redação

Seis dos sete projetos considerados prioritários pelo prefeito Sandro Mabel (União Brasil) avançaram na Câmara Municipal de Goiânia nesta quinta-feira (4). As matérias foram aprovadas em primeiro turno após inversão de pauta, movimento que colocou as propostas na ordem de votação mesmo sem previsão inicial no plenário. Apenas o projeto referente ao vale-alimentação para servidores efetivos plantonistas da Saúde ficou fora.

Apesar da aprovação com margem confortável, o plenário registrou debate prolongado, especialmente diante de divergências entre bancadas. PT e PL votaram juntos contra matérias financeiras, como o pedido de empréstimo de R$ 132 milhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a abertura de crédito especial de R$ 21 mil para ações envolvendo Parcerias Público-Privadas (PPP). As seis propostas seguirão agora para análise das comissões temáticas, antes do segundo turno.

O movimento ocorre três dias após reunião de Mabel com 19 vereadores aliados no Paço Municipal, na qual o prefeito pediu celeridade para as matérias classificadas como essenciais à gestão. Presidente da Câmara, Romário Policarpo (PRD) afirmou ao jornal O Popular que a evolução se deve ao diálogo direto entre Paço e Legislativo.

“Quando a Prefeitura dialoga com a Câmara, como foi com a explicação da importância desse pacote na reunião, as coisas evoluem de forma mais clara”, disse. Segundo ele, o líder do governo, Wellington Bessa (DC), teve papel decisivo na interlocução. “O Bessa tem sido muito importante nessa ligação entre vereadores e Paço”. Policarpo avalia que a tendência é concluir o segundo turno já na próxima semana.

Projetos
Conforme levantamento, 17 das 31 propostas enviadas pela Prefeitura de Goiânia neste ano estavam paradas nas comissões ou na Presidência do Legislativo. Após a reunião no Paço, sete que se encontravam sem relatório na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) avançaram no dia seguinte. Quatro das matérias aprovadas nesta quinta tratavam da área da Educação e passaram com unanimidade. Já os textos de impacto financeiro enfrentaram resistência.

Votos
A proposta que abre crédito adicional especial de R$ 21 mil recebeu sete votos contrários. O recurso será dividido entre Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) e Secretaria Municipal de Inovação e Transformação Digital (Sictec). Parlamentares como Kátia Maria (PT) e Aava Santiago (PSDB) questionaram a divisão do montante em unidades de R$ 1 mil, apontando risco de baixa transparência.

Coronel Urzêda (PL) tentou adiar a votação com pedido de vista, argumentando falta de tempo para exame detalhado do texto. A solicitação foi rejeitada.

Já o empréstimo de R$ 132 milhões ao BNDES teve seis votos contrários. A oposição comparou a iniciativa a ações financeiras da gestão Rogério Cruz (SD) e questionou o endividamento em cenário de superávit. O pedido de vista apresentado por Urzêda também não prosperou.


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